Nada como o tempo para que a verdade encontre o homem, como disse Ambrósio  em Milão (374 d.C.) a Agostinho de Hipona, “o homem não encontra a verdade, a verdade encontra o homem”. O tempo é o mensageiro da verdade, e Deus é a verdade.
Os antagonismos exacerbados engolem os eufemismos paliativos, assim que os protagonismos pulam fronteiras, alto aí e pára o baile. Higino Carneiro, súbdito do monarca Mbundo assumiu-se como vedeta da Paz, o reizinho Lukamba 1º (o lavrador enxadinha), excomungou-o porque ultrapassou pela contra-mão o líder subserviente da UNITA, bacharel tirano psicopata, ACJ “Betinho” de Quinjenge, que está cada vez mais só, silenciado pelo desgaste repetitivo, e esvaziado de substrato que enganosamente e falsamente perspectivou.
A República de Angola, multiétnica e universalista, é portadora de conquistas civilizacionais que não se compadecem com retrocessos culturais, respeito sim, subserviência nunca, não se podem promover figuras ornamentais falsa e hipocritamente, a caça ao voto não dá direito a subverter a instituições do Estado. Esse tem sido o centro nevrálgico dos repetidos fracassos da UNITA, ensaiar permanentemente poderes e justiças paralelas, que colidem com a legitimidade da Constituição da República.
Respeito muito a ancestralidade, tradições que podem culturalmente comemoradas, ninguém quer negar as suas raízes, muito menos apagar a memória, mas o Poder hereditário dissipou-se  com a modernidade e com exigência da modernidade do Estado e a convivência da Humanidade. 
Mas curioso são os eufemismos com que se brindam os aliancistas de estimação, as grilhetas sinalizam os limites e os sentinelas descodificam as diferenças, é tudo uma mentira que flutua num vazio onde ecoa o ódio que cega e não deixa ver onde está o fim do princípio que se confunde com o princípio do fim. 
Espanta no panorama ruidoso de lideranças dispersas, a leviandade e leveza do debate e da crítica,falta profundidade, maturidade, conhecimento de como pode beneficiar-se internamente em consequência do bilateralismo e multilateralismo das relações de Estado, não é necessário propagar aos ventos o que se faz, é importante, sobretudo, fazer-se.
Ainda ontem, no plutão das milícias subversivas da Rádio Essencial, com postura gestual empertigada, fez-se uma abordagem sobre a situação de Cuba e o posicionamento de Angola. Graça Campos e Hélder Preza, não quererão, com certeza, uma ditadura cubana em Angola. Deveriam saber que os cubanos em Angola foram vítimas de uma oligarquia déspota familiar, lutaram no nosso País a troco de petróleo soviético, morreram muitos para garantir a sobrevivência do Regime de Fidel, e Angola veio a pagar uma fatura elevada com muito juros elevadíssimos. A própria cooperação é paga por Angola e explorada pelo Regime de Cuba, Angola paga a um médico milhares de dólares por mês, e os mesmos médicos recebem em Cuba 200 dólares mensais. Quem beneficia com a venda dos Cohibas e outros charutos no mercado mundial?Quem lucra com uma das maiores empresas de bebidas do mundo, a Bacardi?
A história não pode ser lida superficialmente, Angola é hoje uma democracia, a cidadania angolana é detentora de um Passaporte válido no mundo. Eu conheço Cuba, entrevistei Fidel Castro, sou amigo pessoal de um dos seus médicos privados, conheci as tavernas de Havana e os hotéis de luxo de Varadero. 
Estaline incumbiu Béria de eliminar Trotsky, Hitler mandou executar Rommel, Fidel depois de eliminar Che Guevara, jamais iria permitir em Cuba um general com um exército unido em torno dele, e não dormiu enquanto não eliminou Uchoa. O ideólogo de Lenine (pai do comunismo), Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski, e o ideólogo de Mussolini (pai do fascismo), Enrico Corradini, partilharam no tempo dessa visão estratégica.
A governação, a diplomacia, abraçam Segredos de Estado, o Senhor Presidente da República e os Serviços de Inteligência, têm sido o paradigma da matriz do Estado de Direito, da Integridade e Desenvolvimento Territorial, e a capacidade de resiliência ao desfile ruidoso interpelativo e insinuante, têm sido o garante da crença que o MPLA é a solução sem sobressaltos de um rumo bem definido. 
Não vou opinar sobre as capacidades militares de Higino Carneiro, mas politicamente é um aprendiz e erra primariamente quando pensa que pode tirar da UNITA ou do PRA-JA dividendos, estão unidos no ódio a João Lourenço e Fernando Miala, mas têm um oceano que separa as ambições, seria uma tragédia para Angola, seria cercear o futuro a uma Nação cada vez mais embalada na esperança de alcançar a liberdade, os novos amanhãs alicerçados numa Nova República.