O Rei sem rei nem rock

ByKuma

7 de Abril, 2026

O monarca Mbunbo, reizinho Lukamba 1ª (o lavrador), do pedestal da sua sapiência cristalizada na ancestralidade, do tempo que antecedeu a história medieval e o ruralismo primitivo, veio hoje passar um atestado de total incompetência ao presunçoso grupo parlamentar do Galo Negro.
Publicamente proclamou que o Povo está sem voz. O que representam os 90 iluminados deputados da UNITA? Mordomias, salários, viaturas snobs? Imunidade? O somatório de subsídios?
Hoje o monarca insurgiu-se contra o reforço da fiscalização das zonas do garimpo e dos minerais precisos. Nada como o habitual açambarcamento clandestino, mesmo escravizando o exército de garimpeiros que, esses sim, são fiscalizados e condenados ao chicote, na autêntica servidão voluntária com todos os seus instrumentos concêntricos, como tão bem narrou Etiènne La Boétie, e complementado com os ensaios de Voltaire e Montagne.
E no despacho real, escreveu:
“Em Angola, a descoberta de recursos naturais, sobretudo minerais e pedras preciosas que deveria representar esperança e progresso, transforma-se demasiadas vezes em tragédia para as populações locais. Comunidades inteiras são compulsivamente desalojadas, afastadas das suas terras e dos seus meios de subsistência, sem indemnização justa e pior ainda, sem voz.
O que devia ser riqueza colectiva, converte-se em exclusão social”.
É sabido que a UNITA está demasiado fragmentada e que o seu líder subserviente, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” de Quinjenge, está cada vez mais só e desautorizado. Agora ficamos a saber que os deputados do Galo Negro na Assembleia Nacional, não são voz do Povo. Nada de novo, vou-me repetir, a UNITA não quer eleições, a UNITA não quer autarquias, quer matéria para justificar o ruído da sobrevivência, e como alguns dos seus membros com mentes esclarecidas, entendem que a os kwatchas não têm quadros capazes, a maioria tem formação de criticar, são agentes da maledicência. Aliás, é notório como são instrumentalizados pelos, outrora carrascos, e hoje companheiros na convergência contra o Estado e João Lourenço.
Passa-lhes tudo ao lado, por isso ignoram e alheiam-se da realidade de uma Nação que não se esconde do progresso. Angola acaba de partilhar com a RDC e a África do Sul, uma frente externa interveniente nos equilíbrios globais, recusam-se a serem meros observadores, são canais de Paz, de investimento, de conquistas da cidadania, e uma postura geográfica convergente na exigência, e uma continuidade alargada do rumo que o Senhor Presidente da República, com visão e resiliência, colocou em marcha em defesa da liberdade, da democracia, de prioridades definidas nos planos, políticos, económicos, sociais, militares, caminhos de uma União que vai enfrentar a transição energética, digital, pressupostos que Angola lidera, não abdica, e está no cerne motivador da esperança da Nova República.