Serviços de Inteligências europeus com secções concertadas com a política africana, estudam movimentações suspeitas com epicentro em Kigali. Os franceses além da preocupação com o África Korps, força expedicionária da Rússia, herdeira do extinto Grupo Wagner, estão também muito preocupados com a ação do Ruanda, transformado num ninho de interesses especulativos que se tornaram objecto de mais valias significativas para o país.
As conexões são mais extensas, há capitais elevados que se cruzam entre a exploração de terras raras na República Democrática do Congo, RDC, a placa giratória do narcotráfico na Guiné Bissau, e conivência rentável do Gabão, através de facilidades de trânsito pelo Porto estratégico de águas profundas de Mayumba.
É todo este cenário neocolonialista que move fundos avultados de várias origens especulativas, sem respeito pelas fronteiras e ausente de respeito pela vida humana, que integra a UNITA, ou pelo menos parte dela, que tinha no tal Pacto de Estabilidade bem explícito o perdão das fraudes económico e financeiras, e secretamente o compromisso com a independência de Cabinda.Kigali, capital do Ruanda, é hoje uma cidade tomada por serviços de informações internacionais, por capitalistas selvagens, que suportam unidade hoteleiras de luxo, redes de luxúria onde se encontram prostitutas de várias origens transcontinentais, com consumos exagerados de whiskies, conhaques, charutos e champanhe, altamente taxados pelo governo.Visivelmente o país mais lesado por esta bandidagem poderosa é a RDC, a região está matizada por forças militarizadas diversas,exploradoras de recursos naturais, aprofundando um separatismo étnico, tornando a Nação congolesa irreconciliável. Nada a esperar das Nações Unidas, tornaram-se parte do problema, e a União Africana UA, só tentou resolver a situação enquanto João Manuel Gonçalves Lourenço, esteve ao leme e promoveu iniciativas que se desvaneceram com a sua saída.Mas no que Angola diz respeito, é um alerta para as movimentações da UNITA, qual delas não se sabe, n~está por ser identificada, é um proxies desta engrenagem especulativa, disso aqui dei conta há muito tempo, mas carece de vigilância nesta fase pré-eleitoral e eleitoral, a nosso independência e integridade territorial não pode depender direta ou indiretamente deste aventureirismo.Imagino que bem informado por uns Serviços de Inteligência reconhecidamente capazes, resida neste emaranhado de dúvidas, a resposta frontal e determinada que o Senhor Presidente da República deu à proposta da UNITA para o tal Pacto de Estabilidade.
Mais estranho ainda, o facto de a audiência ter sido solicitada ao Chefe de Estado, quando a meu ver, deveria ter sido solicitada ao Presidente do MPLA.Há um provérbio que vem da filosofia da antiga Atenas: “quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado vem”. Sabemos que a militância do Galo Negro é iminentemente rural, não quotiza para o partido, ainda assim são visíveis, factuais, os sinais exteriores de capacidade financeira inesgotável, festas, brindes, viagens, hotéis, roupas de marca, perfumes exclusivos, uma classe dirigente capitalista, com casas e mansões no estrangeiro, filhos em grandes colégios internacionais, um sem número de mordomias que se iniciaram com as avenças e ofertas de propriedades feita por José Eduardo dos Santos, e que se mantêm mesmo depois da fonte ter secado.E a procissão vai no adro, o desfile carnavalesco, o Galo Negro vai estra em duas frentes, uam contra o governo para justificar os compromissos internacionais, e outra mais acirrada pela luta da liderança da oposição que terá de adr resposta à empregabilidade do costume, este será o grande desafio da liderança.Angola vai fazendo o seu caminho, sem sobressaltos, mesmo o aparente ruído dos aflitos que se movem com receios da higienização do MPLA, vão ainda recolher à sua insignificância atual, a Nação angolana já não recua, a normalidade levar-nos-á à Nova República.

