Tradução literal para a língua portuguesa: Kwatcha = Acorda.
Sessenta anos depois da farsa de Maungai, o grito de armas do Galo Negro mantem-se atual, o espelho não mente, e cada um vê a realidade com intencionalidade própria, e após décadas de guerra e Paz, é preciso dizer à UNITA: Acorda.
Ontem na Cidade Alta, embalado pelo sonho acordado da megalomania, o líder subserviente da UNITA, bacharel tirano psicopata intrujão, Adalberto Costa Júnior “Betinho”, levou ao Senhor Presidente da República uma proposta assente no pressuposto que o País esteja mergulhado numa crise institucional, que obrigue a uma negociação nacional.
Como não podia deixar de ser, e com firmeza, determinação e frontalidade habituais, João Manuel Gonçalves Lourenço, foi preciso na afirmação da estabilidade institucional, na garantia do normal funcionamento das instituições, e na garantia da Ordem Pública, defraudando mais este artifício dos aflitos em partilhar o Poder.
Acordar é enfrentar a realidade, assumir a verdade sem subterfúgios, e é cada vez mais evidente que a UNITA, mesmo toda junta, tarefa improvável, venha a disputar com o PRA-JA, de Abel Chivukuvuku, a liderança da oposição. A UNITA está coxa, não só pelas facções que se revelam cada vez mais autónomas, mas mais ainda, pelo facto de proeminentes figuras que lhe conferiam credibilidade estarem afastados do palco da tragicomédia, Isaías Samakuva, Alcides Sakala, José Pedro Catchiungo, bem como as famílias Chingunji do Bié, e Danda de Cabinda, hoje visceralmente anti-UNITA.
Claro que a resposta pronta e previsível do Senhor Presidente da República, a meu ver, é para a UNITA dos “inteligentes” que submetem o Líder ACJ “Betinho” aos seus caprichos, Lukamba “Miau” Gato e Eugénio Manuvakola, uma circunstância motivadora dos reais objectivos, irá ser um justificativo para expiar a derrota e tentar mobilizar a rua, 2027 será, no espaço e no tempo, a última oportunidade de chegada ao Poder em democracia.
2027 será o início do fim da geração revolucionária patriótica e nacionalista, o tempo marca a hora do destino, mas Angola tem pela frente um tempo sem fim, é essa viragem que o MPLA de João Lourenço, com coragem e determinação está implementar, dar o homem novo a vez e a responsabilidade de garantir o futuro, guiados pelas coisas certas do presente, é essa garantir que tem de emergir do Congresso do Partido em Dezembro de 2026, a renovação controlada para excluir aventuras, é o desígnio da Nova República.
Ironia de Cabelos Brancos

