Sinais e Coincidências Bizarras

ByKuma

4 de Abril, 2026

Fardas no Cuanza Sul e camuflagens em Luanda, é a essência do Grupo Wagner a fazer o seu caminho em Angola, com a cumplicidade dos lacaios de Putin. Às reminiscências das FALA – braço armado da UNITA, Higino Carneiro, o corrupto parcialmente ilibado, estendeu em nome da Paz, ao radical e fundamentalista Major General português Agostinho Costa, comentarista proscrito da NATO, instrumento vital da propaganda da Rússia expansionista de Putin e Medvedev.
Numa democracia liberal consolidada, sem ditadores encartados, a Paz negoceia-se com políticos legitimados e a diplomacia ao serviço do Estado, mesmo porque as Forças Armadas são um instrumento comandado pelo Poder político. Assim também está plasmado constitucionalmente em Angola.
As similitudes coincidentes e análogas nos objectivos, entre aqueles que perspectivando uma derrota anunciada também convergem no “modus faciendi” que a oportunidade pode coincidir no “modus operandi”, obriga a este carnaval ruidoso desfasado no tempo.
A postura dos agentes que tentam criar um trilho sinuoso para a alvorada de uma Nova República, consubstancia tanta maledicência unida de pólos divergentes, mas comungam narrativas em que colocam em causa a Ordem Pública estabelecida, comprometendo a própria República vigente. O desafio assume proporções inaceitáveis, os ícones da persistente malvadez aliada a cumplicidades ignóbeis, exigem trabalho aturado das instituições em defesa da liberdade.
O Senhor Presidente da República, na sua intervenção em Malabo, num palco global, assumiu uma admirável equidistância de Angola e simultaneamente de África, ao condenar a Guerra na Ucrânia com a mesma veemência que criticou o expansionismo brutal, à base da força, de Donald Trump. Ninguém mais em África teve essa coragem, nem a oposição em Angola, desceu à terra e teve a hombridade de apoiar tal gesto de Estadista.
É esta resiliência e determinação que abre as portas do futuro, cooperação sim, subserviência não, é este substrato que João Manuel Gonçalves Lourenço, sem condescendências tem que assegurar no próximo Congresso do MPLA. Uma transição aveludada, que mantenha a veia reformadora e desenvolvimentista que garanta uma crescente produtividade, e alcance bem estar e promova maior dignidade à cidadania, e não esmoreça a esperança crescente na Nova República.