O próximo ano e meio é decisivo para o futuro de Angola.
Ou se sustenta a marcha rumo à Nova República ou se cai no pântano lodoso da incapacidade do país como nação orgulhosa, soberana e independente.
João Lourenço iniciou uma caminhada reformista-cheia de obstáculos e sabotagens- em 2017.
Como o próprio disse, seriam precisos mais de 10 anos, talvez 20 anos, para se concluir a caminhada rumo ao futuro.
Por essa razão, a título pessoal, sempre entendi que a melhor solução era a continuidade constitucional de João Lourenço para um terceiro mandato, acompanhado duma higienização do MPLA e abertura do partido à real sociedade civil, intelectual e técnica.
Não foi esse o caminho, aparentemente, escolhido pela vontada orgânica e só resta acatar.
Acatar, não significa não alertar que a Nova República tem de ser instalada, o futuro tem de continuar a ser de reformas, na justiça, no combate à corrupção, na modernização da economia, no foco na juventude, nas relações exteriores, na construção de infra-estrtuturas, na qualificação de quadros, no fim dos abusos. Referências-quadro das intenções de João Lourenço.
Enfim, na transformação de Angola numa potência regional símbolo e exemplo.
O caminho é árduo, os tempos são decisivos, mas o tempo da Nova República chegará.
Santa Páscoa a todos!

