Antecederam este nosso dia de Luto Nacional em memória de todos aqueles a quem a Nação angolana tanto ficou a dever, dias de constatações de gente aflita, que também querem repetir tempos idos, mas que o Senhor Presidente da República, de forma clara e inequívoca, colocou termo fechando-lhes a porta.
Este dia de Luto Nacional também para lá de reflexão, propícia viajar pela história vivida edificando ensinamentos para todos os amanhãs que se nos seguirão, são um instrumento factual que depois de nós irão transmitir memórias coletivas de um País construído em várias etapas.
Face ao que hoje vivemos, aos acontecimentos que culminaram nos últimos dias com a serenidade, determinação do Chefe de Estado na audiência ao líder subserviente da UNITA, bacharel tirano psicopata intrujão, Adalberto Costa Júnior “Betinho”, recusando repetições de um passado nada edificante completamente desfasadas aos dias de hoje.
Em 2002, o então líder autoproclamado de tão má memória, monarca Mbundo, Lukamba “Miau” Gato (o francófono complexado), teve a petulância de perante a humilhação da derrota militar e política, propor a José Eduardo Santos, em momento de aflição e desespero, com similitudes atuais, um Pacto de Estabilidade governativa, prontamente rejeitado e substituído por um ato de misericórdia consubstanciado num perdão, e criando espaço para a uma recuperação partidária de simulasse uma democracia que viria a gerar um regime de corrupção institucionalizada, partilhada, que silenciou uma classe que da Jamba até Luanda, se aburguesou e enlouqueceu com o iluminismo da capital.
Os termos da proposta de então são literalmente à proposta levada a João Manuel Gonçalves Lourenço, 24 anos depois revelam que o Galo Negro parou no tempo, enferrujou, está calcinado, talvez demasiado tarde para reciclagem, trazendo à tona uma realidade que mutila a democracia angolana, a UNITA é uma aventura assente em banalidades ridículas, perto de perder a liderança da oposição.
Depois do Congresso de Dezembro do MPLA, vamos viver um tempo de clarificação governativa, é isso que vai estar em jogo em 2027, confrontar-se-ão o rumo que o País tem vindo a implementar, com ganhos reconhecidos nacional e internacionalmente, desafiado por uma oposição sem um único projeto estrutural, explora apenas franjas de descontentamento iludidas com promessas, algumas comprometedoras, que seriam um retrocesso não só de desenvolvimento, mas também, de valores e princípios em que se vai alicerçando uma Nova República.
Reportando Brevemente

