O Desnorte dos Iluminados

ByKuma

7 de Fevereiro, 2026

Recebi em minha casa a agradável visita da minha amiga da Missão do Elende, médica, viúva de um general assassinado após a morte de Jonas Savimbi, já em tempo de negociações de Paz, nas Boas Águas, no Huambo, a mando da oligarquia déspota familiar, por ter cometido o crime de ser companheiro e amigo do general Bock.

Coincidiu a sua visita com o ensaio da loucura da Tchizé dos Santos, que nas suas aleivosias e alarvidades propagadas a peso de ouro, afirmou haver uma concertação entre João Manuel Gonçalves Lourenço, presidente do MPLA, e o brigadeiro de fisga, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho”, para uma partilha do Poder.Numa coisa acertou, a UNITA jamais repetirá o resultado de 2022 (eles já sabem isso), e Adalberto Costa Júnior nunca será presidente da República de Angola. Até porque, cientes da derrota cruel que se avizinha, o Galo Negro tem voado apenas até ao Cazenga, e com um pouco mais de fôlego tem ido ao Icolo e Bengo.

Segundo a minha amiga, no Huambo não há dirigente da UNITA que tenha mais capacidade mobilizadora do que Abel Epalanga Chivukuvuku, e no Bié só poderá ser ultrapassado por Isaías Samakuva.

Quanto aos concorrentes à liderança do MPLA, tanto Tchizé como Isabel dos Santos, comungam a ideia que jamais alguém conseguirá contrariar João Lourenço, o seu prestígio é fator agregador, e elas sabem os porquês. Os “santistas corruptos” que tiveram até agora a cumplicidade do senhor Procurador Geral da República, Hélder Pita Grós, nos próximos meses vão ser desmascarados por investigações concludentes, que culminarão com o bloqueio de bens, mas infelizmente em proveito de escritórios de advogados internacionais, e governos estrangeiros, porque a nossa PGR deixou tudo armadilhado, mas a seu tempo, eu sei, a desgraça irá bater-lhe à porta, porque mesmo com as parcerias com os “marimbondos”, não foram suficientes para o cumprimentos das promessas.

Não acredito que João Lourenço, vá cometer o erro estratégico de ceder à oposição, seria um retrocesso no capital de desenvolvimento do País, numa fase da geopolítica empresarial (Nova Ordem Mundial), em que os Estados Unidos da América, por um lado, e a União Europeia através da CPLP e do Acordo com Índia, apontam investimentos em Angola que vão do turismo ao agronegócio, da industrialização e transformação de recursos para que se produzam mais valias em Angola, acompanhados de formação profissional.

Nada impede que a China, cumprindo as leis e a regulação nacionais, não invistam no País, esse tem sido o trunfo da equidistância mantida pelo Senhor Presidente da República, que precisa de salvaguarda de continuidade.A democracia em Angola vai crescendo, caminha para a idade adulta, na liberdade, mas também nos mecanismos dos instrumentos de estabilidade para garantir a Ordem Pública, a plantação da implementação dos alicerces de onde irão brotar a esperança, a crença, e os sorrisos de uma Nova República.