Inquietações

ByKuma

15 de Abril, 2026

Temos um crescendo inquietante no espectro político oposicionista, e ao nível da governação ou partidária, apenas minimizada pela credibilidade das fontes, mas ilustrativa de uma covardia daqueles que são promovidos na opinião pública, e que se silenciam no calculismo expectante de uma vaga de fundo.
Aqui dei conta de contactos da UNITA com alguns militantes do MPLA, e é nesse leque de personalidades que emergem putativos candidatos, na proporção de outros tantos como inelegíveis por circunstâncias várias. Higino Carneiro, Carlos Feijó, Bornito de Sousa, são cartas valorizadas no baralho do Galo Negro, em sinal contrário, há interdições que persistem com impedimentos da presunçosa inquisição, casos flagrantes de Ana Dias Lourenço e Fernando Garcia Miala.
Nasceram como tortulhos, politólogos, paineleiros, futurologistas, franco-atiradores, e um sem número de justicialistas que vão alimentando um cenário ruidoso, onde proliferam serviçais  claramente identificados. Se Ana Dias Lourenço, não pode aspirar, independentemente da suas capacidades intelectual, profissional e política repetidamente reconhecidas, o que dizer dos dirigentes da UNITA e do PRA-JA, onde toda gente, toda mesmo, compõem um universo familiar que se tem perpetuado desde a ancestralidade até à contemporaneidade. Se Fernando Garcia Miala, com dedicados serviços prestados à Nação, com responsabilidades de Estado, não aspirar a um cargo político porque foi sancionado por uma aberração própria do tempo que quase lhe custou a vida, o que dizer de quem na oposição aspira a ser governante com um passado manchado de sangue e outros somatórios de crimes?
Mas, a meu ver, entendo uma grande falta de carácter cívico e político, o silêncio de quem não pode ignorar o seu nome na discussão pública, e persistem refugiados num silêncio comprometedor e covarde. João Manuel Gonçalves Lourenço, desde muito cedo assumiu a sua recandidatura à liderança do MPLA, e simultaneamente traçou o perfil do que entende ser uma exigência de alguém com experiência de liderança, capacidade organizativa, patriota, e conhecedor da realidade do País e do funcionamento do Estado. Creio que perante os desafios que emergem da construção de uma Nova Ordem Global, com a instabilidade previsível nas fronteiras que pode obrigar a uma intervenção das Forças Armadas na defensiva da integridade territorial e perspetiva de contrabando energético, alimentar e farmácia, na busca de um equilíbrio civil e militar, ninguém melhor que Fernando Miala, bem coadjuvado por um civil que poderão ser, Ana Dias Lourenço ou Isaac dos Anjos.
No horizonte da cidadania estão prioridades como a segurança, a estabilidade, fatores que asseguram a liberdade e a democracia, Angola tem tido um desenvolvimento notável nas infraestruturas, está apostada na formação, há oportunidades que despontam em vários segmentos do desenvolvimento, com o emergir da esperança vem à tona a confiança, é esta encruzilhada que não pode vacilar nem vulnerabilizar-se com aventuras, é um caminho sem volta, é brisa perfumada com fragrâncias de novos amanhãs que envolve um abraço gigantesco e coeso uma Nova República.