Razão e Demagogia

ByKuma

15 de Abril, 2026

Fazer da desgraça alheia um espetáculo de propaganda deplorável, é uma postura sinistra quando a alma se agita de mão estendida à solidariedade coletiva, não basta posar para a fotografia, o jogo político revela-se inócuo nos momentos em que é necessário arregaçar as mangas.
Benguela e as suas gentes vivem, hoje, um drama invencível provocado pela mãe natureza caprichosa, e a começar pelas ONG’s tão badaladas para fiscalizar eleições, fazendo turismo de luxo com despesas pagas, na hora de infortúnio escondem-se.

Há hoje em Angola uma vasta rede de hipermercados, supermercados, indústrias, farmácias, empresas de transportes, mas da Cruz Vermelha à vertente social da Igreja Católica, ninguém se mobiliza numa campanha de solidariedade.

Não cabe nestas horas tudo ao governo fazer, o Estado somos todos nós, no País e no Exterior, isto faz-se e repete-se em todos os países do mundo, mesmo nos mais desenvolvidos, é esta a dita sociedade civil em movimento, sem vergonha, sem constrangimentos, com a insustentável leveza de servir o próximo.
Infelizmente a Nação angolana está mergulhada num permanente vício político, onde estão as juventudes partidárias, as mulheres dos partidos? Porque teve de avançar para o terreno o Senhor Presidente da República, sem que na sua frente tivessem os ministros das tutelas viajado para dar apoio e imprimir uma dinâmica avançada da Proteção Civil? 
Onde andam os deputados eleitos por Benguela e os que integram as Comissões incumbidas de situações desta natureza?
João Lourenço, ao seu estilo silencioso mas determinado, com a assunção da capacidade da sua magistratura, está no terreno, mostra a sua vertente de mensageiro da autoestima, é o rosto da certeza do amparo aos desafortunados, e nestas alturas que. com certeza, irá tirar muitas ilações.
Onde estão os “marimbondos” endinheirados à custa do Erário Público?
Onde estão os partidos que têm dinheiro para trazer para trazer 2.500 observadores para as eleições, com viagens, estadias, deslocações internas, desvalorizando, como sempre, a cidadania tida, para eles, como incapaz de mobilizar cidadãos íntegros, que terão de ser sempre subalternizados e subservientes a agentes externos?
Não são pormenores de pouca monta, são sinais de dependência de um neocolonialismo que, hoje, se joga no xadrez global em claro desrespeito pelo Direito Internacional. A UNITA mostra uma vulnerabilidade crónica a dependências externas, move-se como uma pedra no tabuleiro, pulando de porto de abrigo consoante o cais da conveniência momentânea, sem uma identidade e sem vínculo patriótico.
As fotos do líder subserviente, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” de Quinjenge, já deram duas voltas ao mundo quanto a desgraça exigia recato, já não há vergonha nem decoro, mas na sua terra natal, o rio Kuiwa transbordou, a missão da Camela está isolada, mas lá ele não vai, não hotéis de luxo, nem restaurantes pomposos, talvez seja a razão de ter perdido as eleições na sua própria terra.
São estas arestas que precisam ser limadas e que só o MPLA está capaz de as materializar, são a nuances que João Lourenço quer levar ao Congresso do Partido, Angola está firme no concerto das Nações soberanas, tem voz, vamos ter estes dias os olhos do mundo na visita de Sua Santidade Papa Leão XIV, vai glorificar Nossa Senhora da Muxima como Altar Mariano Mundial, é mais uma conquista, hoje o turismo religioso ocupa lugar cimeiro no fluxo de viajantes internacionais.
Os perfis estão fixados, o rumo está definido, a confiança está alcançada, a estabilidade está assegurada, a Ordem Pública está conquistada, entre os cidadãos renasceu a esperança, mesmo na adversidade, há a crença que estamos a fazer um caminho, e em 2027, contra os aventureiros e corruptos, indiferentes aos profetas da desgraça, novos amanhãs emergirão com a Nova República.