Houve consenso no seio da CPLP, com apoio de muitos países africanos e sul-americanos, Canadá, Filipinas, Indonésia, e Marrocos, para que João Manuel Gonçalves Lourenço, em fim de mandato da Presidência da República de Angola, se candidatasse à substituição de António Guterres, como Secretário Geral da ONU.
Todavia, o seu empenho em fazer uma transição segura em 2027 em Angola, leva-o a dar o seu contributo no MPLA, para que o rumo do Estado e as reformas e dinâmicas em curso sejam asseguradas sem sobressaltos, daí a recusa para tal missão.
A competência e experiência retratadas no seu mandato na liderança da União Africana, granjearam-lhe prestígio e confiança na cena internacional, é um líder resiliente, defensor da estabilidade, e com visão transparente para autonomia e desenvolvimento de África.
A sua liderança no MPLA conquistou predicados e substâncias geradoras de equilíbrios adjetivados de excelência, mesmo com uma herança pesada, finanças atoladas, obras inacabadas, que exigiram visão, esforço, e constituição de uma equipa que invertesse o pesadelo e descrença, em sonho e esperança, mesmo com areias movediças na engrenagem do espectro político da oposição, de onde emerge subversão e conversão dos Partidos em agências de emprego.
E o desafio é constante, está sempre à tona o prenúncio de uma ameaça com similitudes noutras paragens, vemos no correio da propaganda a promoção de fotos do líder subserviente, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” de Quinjenge, lado a lado com Venâncio Mondlane, ambos cada vez mais dependentes do fundamentalismo islâmico.
Na mensagem está sempre implícito o pressuposto de que face à previsível derrota em 2027, possamos enfrentar a tentativa de imposição de uma anarquia assassina, desordem pública, saque, morte de tantos inocentes, como aconteceu em Moçambique. Há um rumo claro iniciado em 2017, o sufoco da desgraça ainda se refletiu em 2022, paulatinamente foi sendo ultrapassado com esforço e sem cedências à exigência de mudança, é um caminho que tem de ter continuidade com nuances adaptadas à modernidade, há reformas que ainda estão na perspetiva de execução, tudo tem o seu tempo, mas em equipa que ganha não se mexe.
Angola está viva, recomenda-se, o turismo começa a mostrar o rosto, a produção não petrolífera cresce como nunca, há limitações inerentes aos recursos do Estado, mas a educação, a saúde e a formação são prioridades para sustentar o desenvolvimento, e há condicionalismos que dependem da persecução de alterações na Constituição da República e na Organização Política e Administrativa do Estado, que irão exigir capacidade que emana da cidadania, é necessário votar na continuidade para que possamos todos, com responsabilidade, liberdade e democracia, aclamar a Nova República.

