A UNITA reuniu hoje o seu Comité Permanente da Comissão Política, para no comunicado final vir a público, em jeito da habitual retórica propagandística, mergulhar numa enorme contradição na sua narrativa, mas no falso argumento que afirma como firme e inabalável.
Tentou jogar, mais uma vez, a bola para o Senhor Presidente da República, ao declarar que entregou uma carta no dia 10 de Abril de 2026, onde propõe um “Pacto para a Estabilidade e Reconciliação Nacional”. O mesmo apelo, já foi dirigido com persistência à dita sociedade civil, sem que houvesse uma vaga que ecoasse a adesão, o que obrigou a recorrer ao apelo a João Manuel Gonçalves Lourenço, como último recurso para esconder a fragilidade e aflição, em que mergulharam.
Ao apelar à Reconciliação Nacional, o Galo Negro confirma, que está auto-excluído dessa mesma Reconciliação Nacional, colocam-se permanentemente em oposição a tudo e todos, combatendo até, a autoestima da cidadania.
Sejamos claros, a motivação desta reunião tão publicitada e rapidamente divulgada, advém da entrevista dada pelo general Sachipengo Nunda. Incomodou tanto que, à mesma hora, a vice-presidente Arlete Chimbinda, estava na rádio Essencial a tentar branquear Jonas Savimbi, mergulhando numa série de ficção tão atrapalhada, que nem sequer teve atenção com fatores da idade e dos acontecimentos. Ainda assim, não conseguiu, perante a insistência do entrevistador, evitar a confirmação da costela assassina de Jonas Malheiro Savimbi.
Estranho também, pasme-se, o monarca Mbundo, reizinho Lukamba 1º (o lavrador), publicou o comunicado do Comité Permanente da Comissão Política da Unita, ainda decorria a reunião da mesma, o que pressupõe ter sido redigido de véspera. Não era preciso muito, a ortografia é claramente, muito própria, e Marcial Dachala, nada de espantar dada a subserviência do líder, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” de Quinjenge.
Que eu saiba, Sachipengo Nunda, não ocupa nenhum lugar institucional, deu a entrevista pessoalmente, o que o obrigou a falar do seu passado na UNITA, pode ter dito algumas verdades inconvenientes, mas ninguém rebateu dizendo que eram mentiras, apenas proclamaram o exorcizar de fantasmas a destempo.
As nuances dos apelos à busca da vaga de fundo são visíveis e descarados, Arlete Chimbinda, com ar doce e cândido, deixou escapar a insinuação de que poderiam ir, ou não, ao Acto Eleitoral de 2027. O que é isto?
Angola avançou enquanto a UNITA parou no tempo, a mensagem de hoje é a mesma que empurrou a Nação para uma guerra fratricida, hoje mais sofisticada, sem armas, mas com os mesmos fundamentos, não é metafísica, não é a dualidade da alma, é a colheita do ódio semeado que cimentou discórdia e incompatibilidades, isto não se resolve tentando colar a justificação a males alheios.
África caminha para futuro, Angola já está no plutão dos que buscam a dianteira, somos uma Nação rica na sua diversidade, ninguém é inferior pelo nome que carrega, muito menos superior pelo lugar onde nasceu, o MPLA tem desde 2017, e reforçou em 2022, um modelo de sociedade, escolheu o caminho, não é infalível nem será eterno, mas será apenas combatido por um modelo alternativo, que infelizmente, ainda não apareceu, teima em não emergir, e será com certeza, o modelo atual o mais preparado para levar o País a uma Nova República.
O Galo Hipócrita

