No faroeste Essencial assistimos numa arena lamacenta, um festival alucinante com cavaleiros avençados em busca de hipotéticos condenados sumariamente pela inquisição fundamentalista de uma terra sem lei, onde presunçosamente um grupo de covardes armados de liberdade para tantas asneiras e afrontas, gozam de um espaço só existente em democracia.
O xerife valente, herói renomado da maledicência, Graça Campos, nem sequer queria saber da matéria criminal, sedento de exorcizar o seu ódio e estupidez, apenas desejava nomes para lavrar as condenações para o sacrifício, para deles alimentar o seu narcisismo enjaulado no seu nefelibatismo. Os ajudantes que com ele compartilham a guerrilha subversiva radiofónica, Mulaza, Inglês e a Rosinha, de línguas afiadas, soltaram o verbo da papagaiada que acoa o uivar do chefe de fila.
Mas mesmo com o cérebro balofo de revolucionário estalinista de Frei Hangalo, a debitar aleivosidades digitais, e na sua veia de frade menor capuchinho, surgiu atraso mas a tempo, afirmando que é mais fácil gerir uma creche do que controlar um apuramento eleitoral em Angola, onde a oposição, conjunta, não consegue ter delegados nas mesas de voto. Este imbecil, repetidamente, confunde a imensa Nação angolana com a Chibia, quiçá desconhecendo a complexidade da sua própria província, a Huíla.
O melhor estava guardado para a Dama Arlete “Penélope” Chimbinda, que é militante convicta da UNITA, onde aderiu com 14 anos de idade, formada na ULB – Universidade Livre de Bruxelas, onde estudam os refugiados e exilados e completam cursos em metade do tempo. A vice-presidente do Galo Negro, em resumo, comfirmou a tese que aqui tenho defendido, conheço bem, vivi-a, a UNITA procupa um Pacto, busca parceiros, aceita um esforço conjunto da oposição, mas só com o controlo absoluto das iniciativas, a UNITA aceita tudo, até imprevisibilidade, desde que tome conta do Poder.
Aqui também já referi, tenho dúvidas que a UNITA queira eleições livres e justas, a oposição à INDRA, é seguramente, o fermento da contestação planeada na derrota, para criar motivos para, se assim julgar capaz, de mobilizar uma insurreição e tomar o Poder na rua, pela força. Desde Muangai ao Andulo, desde a Jamba a Luanda, há um acotovelamento dirigente/familiar, imbuído do espírito de vingança, e é a esse espírito que se deve o incentivo da pressão demográfica em Luanda e periferia.
Note-se que o políticos cultos, capazes, com capacidade intelectual, como Alcides Sakala, Clarice Caputo, e até Jaka Jamba, que se retirou ainda em vida, pertencem a uma linha patriótica, por isso foram reservados a um obscurantismo, que fez a UNITA revelar-se cada vez mais, uma força residual ruidosa em busca de sobrevivência, com ativos contagiosos maléficos, camuflados na clandestinidade, como o monarca Mbundo, reizinho, Lukamba “Miau” Gato, odiado nas bases do Partido, e Eugénio “renovado” Manuvakola, que disputa com o aliado Zé Maria, a herança do SINSE, onde João Lourenço e Fernando Miala, seguramente, seriam as primeiras vítimas.
Ainda há caminho a percorrer, a manutenção do País na senda do desenvolvimento, da estabilidade e segurança, e do posicionamento na cena internacional, exige vigilância e determinação, há por isso necessidade imperiosa de, com crença e esperança, chegar definitivamente a porto seguro com a Nova República

