O facto de Ana Dias Lourenço, com reconhecida capacidade profissional, intelectual e política, ser esposa do Senhor Presidente da República e Presidente do MPLA, em nada inibe os seus direitos de cidadania, num país onde há um déficit de quadros qualificados, até deveríamos saudar a disponibilidade da Primeira Dama, em querer dar o seu contributo ao Partido e à Nação.
Os contestatários são os mesmos de sempre, a banalidade da crítica desvalorizou-a. Todos sabemos, é científico, o medo atrofia e a dúvida provoca ansiedade que pode causar alucinações, hoje temos, infelizmente, em Angola, na diáspora e num grupo de contumazes foragidos, que se profissionalizaram no escárnio e mal dizer, fazendo disso um instrumento de sobrevivência.
O monarca Mbundo, reizinho Lukamba “Miau” Gato, à boa maneira do absolutismo ou padrinho da máfia napolitana, do seu trono adornado pelos lacaios Manuvakola e Dachala, estabeleceu a agenda das jornadas parlamentares e do aniversário do Movimento após conclusão do Acordo com o governo colonial estabelecido na escola primária do Umpulo em Dezembro de 1965, representado pelo Comissário Cardoso da OPVDCA – Organização Provincial dos Voluntários da Defesa Civil em Angola, levando atual líder subserviente, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” de Quinjenge, com dois pontos fundamentais:
O primeiro, peca pelo desgaste de tantas vezes repetidos, a autarquias. É natural que o monarca queira demarcar o seu reino, seria um começo, mas o desvario é tanto, a ausência de uma proposta sólida e coerente mostra uma leviandade que transformaria as autarquias numa agência indiscriminada de emprego não qualificado, criando assimetrias drásticas e destruíndo por completo as finanças do Estado. A regionalização e descentralização exige coordenação e paridades, algumas autonomias, de momento seria um desastre nacional. Além disto há o problema demográfico, a pressão sobre a capital tona-a ingovernável, e há lugares imensos no território que têm as suas gentes acotoveladas em Luanda e periferia, algo que só pode ser resolvido com um Pacto Nacional baseado na confiança política, algo impossível quando se enraizaram vitórias antecipadas.
Outro ponto que seria um hino à comédia política, mas infelizmente é um capítulo trágico, é o facto de no espaço de 6 meses, o desnorte e a vacuidade terem revelado uma fragilidade das opções lançadas publicamente, a UNITA começou pela Frente Unida Patriótica para Alternância (não alternativa) do Poder, falhada a tentativa pela indiferença nacional, seguiu-se a Ampla Frente Patriótica, e agora com toda a pompa, na ausência de uma única proposta palpável, o líder subserviente do Galo Negro, vai anunciar a registo da empresa com nome FPU, com registo de patente de um produto vazio, uma rade para ver se panhas uma idiotas úteis que aceitem a troco de uma vitória antecipada, apoiar a lista da UNITA às próximas eleições.
O parque infantil está aberto até Dezembro, o País está à espera do MPLA e das suas linhas rumo ao futuro, a responsabilidade dos cidadãos e a sabedoria popular enraizada na cultura, sabe que a diversidade só pode ser assegurada com democracia e liberdade, que o MPLA é quem pode dar continuidade às conquistas que tantos sacrifícios exigiram. Angola tem hoje um rumo, o progresso assente em reformas visíveis, floresce em todo o território, estamos a crescer, reconquistamos a dignidade perdida, falta-nos cumprir a Reforma do Estado só possível com uma Nova Constituição, e é este caminho que João Manuel Gonçalves Lourenço, com um núcleo de homens e mulheres capazes, está a palmilhar até que possamos atingir o desiderato de uma Nova República.

