Tão rápido quanto as redes digitais, em uníssono, a brigada tóxica da UNITA colocou Isabel dos Santos num andor, carregou às costas, e desfilou como seta com veneno de uma deusa podre, que, com certeza, resvalou uma vez mais na indiferença do presidente do MPLA, João Manuel Gonçalves Lourenço.
Este branqueamento do enriquecimento partilhado à custa do Orçamento, cria uma idiossincrasia abrangente que associa imensas contradições tácticas e oportunistas, fugas à responsabilidade e ocupar o espaço vazio intelectual e político, de uma seita que tem os olhos postos no Poder.
O que pode associar Lukamba “Miau” Gato, Isabel dos Santos, ACJ “Betinho” e Higino Carneiro? Ódio a quem lhes cerceou luxos a estatutos assentes em dinheiros conseguidos numa fraude tamanha, que a Procuradoria Geral da República e o seu titular Hélder Pita Grós, por incompetência, laxismo e cumplicidade, apenas aflorou a ponta do iceberg.
Isabel dos Santos acumulou fortuna com monopólios que o pai lhe concedeu, comprou participações com acesso ao crédito caucionado pela Sonangol e ENDE, ainda hoje não há paradeiro de somas astronómicas do Fundo Soberano liderado por Zénu dos Santos, e a UNITA silenciou-se porque teve acesso a Recursos Naturais extraídos do solo angolano, e acessou a empréstimos bancários a fundo perdido. O preço do silêncio foi uma lambança partilhada.
João Manuel Gonçalves Lourenço é para estes energúmenos o mau da fita, o incompetente, o odiado pelo Povo. Mas que Povo? Quem é o Povo? Claro, são uma cidadania cada vez mais atenta que repudia posturas insultuosas da sua memória coletiva, que em democracia e liberdade, cria a percepção de confiança total no Senhor Presidente da República.
As palavras gastas de Isabel dos Santos sabem a mofo, casam-se com os slogans bolorentos do Galo Negro, são o passado a defender-se do presente e do futuro, e Higino Carneiro que poderia renovar a confiança que José Eduardo dos Santos lhe retirou, chamando-o de ladrão quando soube da construção do Hotel Garden junto ao Estádio 11 de Novembro, meteu-se num lodaçal sem saída, por ser extemporâneo, sem substância, empurrado por uma força foragida em busca do regresso ao passado.
A UNITA, no seu ninho estratégico na Vila Alice, está prisioneira de duas vertentes salvadoras: a vitória de Higino Carneiro para a liderança do MPLA ou o caos que mobilize uma insurreição. Ensaiou a Aliança Estratégica, insinua não ir a eleições, sinais vitais de um terrorismo político que se mantém vivo através dos correspondentes tóxicos, encabeçados por Dembo Gangsta, Garça Campos, David Boio, e aliados camuflados como Luaty Beirão, Rafael Marques, Rosado de Carvalho e Vítor Hugo Mendes.
Nem a instabilidade global vai desviar o foco e rumo traçado pelo Senhor Presidente da República, Angola está alicerçada no seu chão e na sua gente, o ontem já feriu demasiado, o preço foi demasiado caro, os amanhãs começam hoje, o cemitério está repleto de insubstituíveis, mas a soberania está assegurada numa continuidade responsável, capaz, conhecedora e com capacidade de liderança, não devemos valorizar a banalidade, mas temos a obrigação de denunciar estratagemas consubstanciadas em aventuras de quem nunca foi responsável público reconhecido, é assim que se garante a perenidade da democracia, é assim que se gera a sustentabilidade da liberdade, é assim que se constrói a confiança, desígnio da Nova República.
Galo Alegórico e Hilariante

