Manuvakola é Mentiroso

ByKuma

23 de Julho, 2026

A história da Guerra Civil em Angola e o envolvimento de potências estrangeiras na sustentação da UNITA é um facto documentado por vastas evidências históricas, diplomáticas e militares.  

O envolvimento direto e formal da África do Sul do apartheid na Guerra Civil em Angola começou em setembro de 1975, intensificando-se de forma dramática com a invasão militar em larga escala a 23 de outubro de 1975, conhecida como Operação Savannah.

O Colapso do Alvor e o Medo do MPLA: Com a aproximação da data da independência de Angola (11 de novembro de 1975) acordada no Acordo de Alvor, o regime racista de Pretória (liderado por B. J. Vorster) e os serviços secretos sul-africanos viram com enorme alarme a possibilidade iminente de o MPLA, de orientação marxista assumir o controlo total de Luanda.

A Proteção do Cunene e das Barragens: O argumento oficial inicial usado por Pretória para justificar as primeiras incursões militares no sul de Angola foi a proteção da barragem hidroelétrica do Ruacaná-Calueque (situada na fronteira e vital para o norte da Namíbia, então administrada pela África do Sul). No entanto, o objetivo real era geopolítico e militar: destruir o MPLA antes da independência.

A Força-Tarefa “Zulu”: A 23 de outubro de 1975, uma coluna blindada e motorizada das Forças Armadas da África do Sul (SADF), integrada por centenas de soldados regulares e carros de combate, cruzou a fronteira da Namíbia ocupada em direção a Angola.

A Aliança Operacional com a UNITA: Esta força avançou rapidamente pelo sul e litoral angolano, cobrindo centenas de quilómetros a uma velocidade estonteante. O avanço foi feito em estreita coordenação com as forças da UNITA de Jonas Savimbi e da FNLA, que serviam muitas vezes de infantaria de apoio ou de fachada política para a ocupação.

O Objetivo de Tomar Luanda: A meta de Pretória era clara: marchar centenas de quilómetros rumo ao norte para capturar a capital, Luanda, antes de 11 de novembro, impedindo a proclamação da República Popular de Angola pelo MPLA e instalando um governo fantoche favorável aos interesses sul-africanos e ocidentais.

A marcha rápida da África do Sul e da UNITA só foi travada a escassos quilómetros de Luanda (nomeadamente na Batalha de Kifangondo, em novembro de 1975), graças à chegada urgente de armamento pesado soviético e ao desembarque das primeiras tropas combatentes de Cuba (Operação Carlota), que acorreram em socorro do governo do MPLA.

Embora a investida inicial de Pretória tenha sido travada nos portões de Luanda, este momento marcou o pontapé de saída da aliança militar umbilical entre a África do Sul e a UNITA, que duraria mais de uma década e meia, transformando a UNITA no principal instrumento de desestabilização regional do apartheid.

Com a independência de Angola em 1975 e a ascensão do MPLA ao poder, o tabuleiro geopolítico do sul de África transformou-se num dos principais cenários da Guerra Fria.

Para os Estados Unidos e para o regime do apartheid na África do Sul, a instalação de um governo marxista em Luanda era vista como uma ameaça direta que precisava de ser travada a todo o custo. Foi neste contexto que a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) e o seu líder, Jonas Savimbi, se tornaram os principais peões de Washington e Pretória.

A aliança entre a UNITA e o regime racista da África do Sul não foi um detalhe menor; foi uma parceria de sobrevivência mútua e de intervenção militar profunda:

Intervenção Militar Convencional (Operação Savannah): Logo em 1975, as Forças Armadas da África do Sul (SADF) invadiram o território angolano a partir da Namíbia (então ocupada por Pretória) para tentar tomar Luanda e colocar a UNITA no poder antes da independência formal.

Combate Ombro a Ombro: Durante mais de uma década, o exército sul-africano e a UNITA lutaram lado a lado no sul de Angola contra as forças governamentais (FAPLA).

Sustentação Logística e Armamento: A África do Sul forneceu milhões de dólares em armamento pesado, treino militar, combustível, apoio de inteligência e reabastecimento aéreo regular através da Força Aérea Sul-Africana (SAAF) para manter a UNITA operacional e forte.

Se a África do Sul fornecia o músculo militar terrestre e a retaguarda logística imediata, os Estados Unidos garantiram a legitimação geopolítica e o financiamento secreto e aberto:

A revogação da Emenda Clark (1985): Durante anos, o Congresso americano proibira o envolvimento encoberto em Angola através da Emenda Clark. No entanto, sob a administração de Ronald Reagan (no auge da Doutrina Reagan de combate à influência soviética no Terceiro Mundo), essa proibição foi derrubada.

Financiamento e Armas Avançadas: A partir de meados da década de 1980, a administração norte-americana passou a canalizar dezenas de milhões de dólares em ajuda militar secreta, incluindo mísseis antiaéreos Stinger, para a UNITA, transformando-a numa força guerrilheira altamente letal e sofisticada.

A Receção a Jonas Savimbi em Washington (1986): A prova definitiva do alinhamento oficial ocorreu quando Jonas Savimbi foi recebido na Casa Branca pelo Presidente Ronald Reagan, que o saudou publicamente como um herói da “luta pela liberdade”, consolidando o apoio diplomático e financeiro de Washington.

Os Arquivos Desclassificados: Os documentos oficiais dos governos dos EUA (CIA e Departamento de Estado) e da África do Sul do período do apartheid já estão desclassificados e disponíveis ao público, detalhando reuniões exatas, fluxos de dinheiro e remessas de armas para os acampamentos da UNITA em Jamba.

A Batalha de Cuito Cuanavale (1987-1988): A presença massiva de tropas sul-africanas em território angolano para salvar a UNITA da derrota total nessa batalha histórica é a prova irrefutável de que a UNITA combatia integrada na estratégia militar de Pretória. O desfecho deste confronto forçou os acordos que levaram à retirada sul-africana de Angola e à independência da Namíbia.

A Geopolítica da Guerra Fria: Negar o apoio dos EUA e da África do Sul à UNITA é ignorar a própria lógica da Guerra Fria. Para Washington e Pretória, Savimbi era o instrumento perfeito para conter o bloco soviético-cubano em África.

A atoarda de Eugénio Manuvakola não tem ponta de verdade, não adianta tentar distorcer os factos históricos, jogar para a Revolta Ativa de Daniel Chipenda a aliança deste inferno Apartheid/CIA, é uma falta de vergonha, assunção de culpa, consciência de ter sido uma traidor à Pátria, e umagrande faltavde respeito por quem já cá não está, no reino dos vivos, para poder defender-se destas torpes calúnias. 

Além de mentiroso, Eugénio Manuvakola, o homem da Inteligência da UNITA, demonstra falta de carácter, e é mais um mau presságio do Galo Negro que nas suas listas de lugares de Estado, tem em Manuvakola como homem da Segurança do Estado. 

Angola já não é um Parque Infantil, e o Estado não é uma história aos quadradinhos, estas incoerências e irresponsabilidades vêm de longe, está no ADN do Galo Negro, o que pressupõe a negação de qualquer espécie de diálogo estrutural, a democracia angolana atingiu um patamar que permite liberdade para fantasias, mas o País tem um rumo, estamos a caminho de 2027, a cidadania já entendeu, já separou as águas, estás apostada na concretização com o MPLA, na Nova República.