O Exercício da Perdição

ByKuma

13 de Janeiro, 2026

Com bastante insistência, após constatação da impotência da UNITA para atingir o esplendor da loucura em 2027, Lukamba “Miau” Gato, o líder de facto do Galo Negro, vem dissertanto sobre a possibilidade de separatismo, não só em Angola mas como opção de governabilidade em África.
Ontem mesmo, o seu texto inserido no contexto, é acompanhado de uma foto do mesmo em traje tradicional Mbundo, sentado como um rei e com ceptro de Poder. É um texto que assenta na repetição de uma ignorância histórica, Portugal é o país com a mais antiga fronteira do mundo, delimitadas há 900 anos.
De resto não há grande nação no mundo que não seja o somatório de conquistas, acordos, feitos de diversidade, do Japão que se unificou com a introdução das armas de fogo pelos portugueses, que as entregaram à dinastia dominante e subjugou todas as outras.
Os Estados Unidos da América compraram o Alaska, compraram território à França, e em 2025, em pleno século XXI, querem a Gronelândia. A França é jovem, a Espanha é uma junção de reinos a exemplo de Angola, foi assim que ao longo da história da Humanidade se grandes Nações. 
Angola retalhada em reinos transformar-se-ia numa terra sangrenta, os reinos sempre foram evoluindo em direção ao mar, o sal é vital para homem.
Além de tudo quanto possa ser opinativo, temos o institucionalismo de África, nele está consagrado o respeito pelas fronteiras delimitadas na  Conferência de Berlim de 1895, onde não se estabeleceu o Mapa Cor de Rosa. 
Criar artifícios sobre a complexa História de África para ocultar fraquezas, é uma ficção, reportando-nos apenas na nossa infeliz Guerra Civil, de 1975 a 2002, temos uma miscigenação étnica em Angola irreversível, já não há hoje em dia povos de matriz pura em parte nenhuma do mundo.
Este debate, se é que há, é essencialmente político e é alimentado pelos mais fracos que sentem-se sem argumentos de ver a Nação num todo, é normal num Partido sem quadros suficientes para formar governo e gerir o Estado, e que não confia em ninguém fora da esfera familiar. Este desiderato minimiza o Galo Negro e é fraturante, daí a manta de retalhos em que se transformou a UNITA liderada pelo bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho”, também ele ensaiando a liderança de uma mestiçagem. Além de tudo isto, já viralizar no SOVISMO intrigas de Alcova, dedos acusatórios, exibição e presunção a rodos, começam a criar desavenças familiares, numa organização matriarcal.
Angola não pode estar complacente com estes revisionismos, eles tendem a amplificar, contaminar, contagiar porque se esconde em promessas irrealizáveis, pode até ter consequências geradoras de outros vícios e ambições obscuras, é necessário em democracia e liberdade ter sempre viva a integridade territorial e a Ordem Pública, temos o exemplo nacional de integração nas Forças Armadas, são elas com o sentido de pertença que irão assegurar a caminho da estabilidade na Nova República