Em momento algum o Senhor Presidente da República afirmou ou insinuou que não havia deficiências na administração do Estado, daí a necessidade de uma Refundação.
Na herança que recebeu em 2017, incluem-se cidadãos impreparados para as suas funções, tornando-se relevantes as que lidam diretamente com os cidadãos, como é o caso da Polícia Nacional, que têm merecido resposta pronta do Estado.
Angola é um Estado de Direito, pune os prevaricadores, mas a reciclagem necessária tem de ser feita com o respeito pelo servidor mais modesto, não é uma “coisa” que se usa e joga fora.
O caso que a Oposição amplificou da menina alegadamente maltratada em Viana, é um sintoma do aproveitamento público/político, que imediatamente serviu para que os manipuladores acusassem o Estado, quando afinal está um inquérito em curso para julgar e punir os malfeitores. O que mais pode fazer um Estado que respeita a legitimidade da Lei democrática, que contempla a presunção de inocência até que haja prova de culpabilidade?
Temos um Estado real e verdadeiro, ou temos a anarquia que a Oposição persiste em instalar?
Grave é os deputados, em livre arbítrio, sem concertação parlamentar, assumirem-se inquisidores policiais, não só desafiaram a autoridade da Polícia Nacional, como minimizaram a Justiça.
Falta essa prontidão hipócrita e oportunista na feitura de legislação na Assembleia Nacional, palco exclusivo para o efeito. Os senhores deputados da UNITA não cometeram um crime público similar ao que acusam a autoridade policial?
O Poder legislativo não se sobrepõe ao Poder do Executivo no funcionamento do Estado, e a farda que enverga o policial é um símbolo da autoridade do Estado, pode e deve merecer uma auscultação do Parlamento, porém exige pré concertação. Qualquer fiscalização à Polícia Nacional deve ser precedida do conhecimento do Ministro do Interior, e se for numa província, obriga ao conhecimento do Governador provincial. É assim que se exerce com moral, ética, e respeito entre os Poderes do Estado civilizado.
Roma e Pavia não se fizeram num dia, a justiça tem o seu tempo e o seu caminho, a liberdade de expressão permite abusos, é uma arma dos presunçosos da razão, para a maledicência, os terroristas e as milícias disparam porque já estão alienados ao alvo que os mandantes remuneram, em 2026 vamos vamos assistir ao recrudescimento do carnaval onde vão desfilar todos os mascarados e mentirosos.
Na UNITA, quem lê e sabe o conteúdo das reuniões dirigidas por Lukamba “Miau” Gato, como ainda ontem, há perante à falência do aparelho do Galo Negro, um endeusamento do bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho”, o líder salvador. Mas não chega, colados à Extrema Direita do Chega de André Ventura, racista e xenófobo, todas convergem, familiares e financiadores, para que ainda possa formalizar-se a tal frente ampla, mas estão à espera de Abel Chivukuvuku, que creio eu, jamais irá ceder à memória de Jardo Muekalia, ou seja, nada com a UNITA.
Já estamos no ano que vai marcar muito de Angola para o futuro, iremos ter muitas respostas, outras tantas clarificações, João Lourenço tem hoje estatuto que lhe permite realizar calmamente, a regeneração do MPLA e a modernização da do Estado. O sector produtivo da agroindústria já apresenta um crescimento surpreendente, contribui com 13.5% do produto nacional, nalguns itens estamos a atingir a auto-suficiência, temos o Governo preocupado em melhorar o retrato do País, enquanto a Oposição se entretém com a moldura.
2026 vai dar-nos a percepção da realidade e dos benefícios de uma Nova República.

