Conflito Aberto

ByKuma

16 de Maio, 2026

O confronto entre a UNITA e o PRA-JA, atingiu um ponto irreconciliável, sem retorno possível à normalidade. O problema maior que se coloca advém dos desentendimentos familiares, pertencem ambos ao parentesco do nicho da Jamba, onde a tradicional cultura matriarcal foi silenciada pelo medo da prepotência masculina imposta pela lei castrense. 
Este confronto começa na família, na urbanização onde José Eduardo dos Santos, habilmente, juntou a tribo prevendo a degradação com as inevitáveis instabilidades que emergiriam com o passar do tempo. Acresce a falta de autoridade e deriva da fragilidade da liderança da UNITA, confrontada que está não só com a fragmentação,mas também e sobretudo pela paranóia do seu líder. Adriano Sapiñala e a deusa de Muangai, Irina Diniz, embriagados com o ruído e presunção de vencedores antecipados, atacaram de forma absurda, com acusações gravíssimas, Abel Epalanga Chivukuvuku, acusando-o de corrupto e vendido ao MPLA.
Nem Adriano Sapiñala tem moral nem ética, muito menos autoridade, para dizer o que disse, e Irina Diniz, se tivesse dois dedos de vergonha, falaria de Muangai e Jonas Savimbi, na primeira pessoa, porque não passa de uma modelo para desfilar trajes da do Galo Negro, porque politicamente está no fim da fila.
Vamos assistir a este triste espectáculo até 2027, isto é apenas o começo, a oposição política em Angola está em cacos, sobrevivem nos escombros do passado, estão refugiados numa legitimidade que lhes foi oferecida num ato de misericórdia, embriagaram-se com as oportunidades que lhes caíram da bondade de José Eduardo dos Santos, deslumbraram-se com a urbanidade luandense, e esqueceram-se de se reciclar politicamente.
O próprio monarca Mbundo, Luamba “Miau” Gato, patrono da oligarquia déspota familiar, começa a entender-se impotente face à degradação familiar, e até estando em jogo amizades antigas, e este cenário é revelador de um facto que começa a ser preocupante porque pode tornar-se um dano à própria democracia angolana.
Não temos neste momento um líder político, intelectual, com ética e moral, e feitos consagrados que lhe confiram autoridade política, patriótica e profissional, que possa representar e ser um legítimo interlocutor da oposição no País.
Num momento em que observadores internacionais, chancelarias, académicos, empresários,na perspectiva da realização do Congresso do MPLA em Dezembro de 2026, fazem um balanço muito positivo da governação do Senhor Presidente da República, no combate à corrupção, na recuperação económica, na conclusão e lançamento de infraestruturas essenciais para atração de investimento e desenvolvimento do País, e criação de emprego qualificado, que também começa a dar sustentabilidade à Segurança Social, vêem com expectativa a garantia de uma linha de continuidade após a conclusão do seu segundo mandato.
Um dos baluartes desta estabilidade tem sido a subordinação leal das Forças Armadas ao Poder Político, regra essencial da democracia, é um caminho que está a ser consolidado, fundamental, que exige, a meu ver, que estejamos na necessidade que sob a presidência de João Manuel Gonçalves Lourenço no MPLA, venhamos a ter um candidato presidencial dentro do perfil já traçado, mas que seja um militar, até que uma Nova Constituição possa protagonizar alterações na estrutura de governação.
É este o desígnio que face ao panorama do espectro político percepcionado no momento, que leva a crer que a responsabilidade dessa mudança na continuidade venha a ser implementada pelo no futuro pelo MPLA, é esse o desafio do Congresso que se avizinha, a força e determinação silenciosa da cidadania vai dar com sabedoria e esperança, o tributo da proclamação de uma Nova República.