O Que Pensa o Cidadão?

ByKuma

14 de Maio, 2026

O Estado da República de Angola, como qualquer democracia liberal moderna, é constituído pelos Três Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário. Qualquer deles pode ser interpelativo pela cidadania em locais e momentos para o efeito, o Povo é Soberano, repito, o Povo, não um grupo de cidadãos oportunistas e maldosos que querem fazer prevalecer as suas conveniências. Há regras que o dinheiro não compra, haverá com certeza correções a fazer no abstrato, todos os Poderes são evolutivos, vão-se consolidando porque a perfeição é inatingível.

Mas há algo inaceitável e demonstra um claro desrespeito pelas instituições, desvalorizá-las, banalizá-las, e tentar que haja conforme as conveniências. A justiça para os maledicentes encartados que vivem do escárnio e maldizer, não podem usar os instrumentos de propaganda para aplaudir quando a justiça iliba um criminoso publicamente reconhecido, caso de Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, brinda quando aos atropelos se arquiva um processo de fraude pública como a de Higino Carneiro, e a mesma justiça, através da suas instâncias hierárquicas, após apreciação ao mais alto nível, chama o mesmo Higino Carneiro, para depor, é uma justiça submetida ao Poder Executivo. 

Manuel Vicente, Higino Carneiro, Isabel dos Santos, São Vicente, Kopelipa, Dino, Lopo do Nascimento, Dino Matrosse, e tantos outros, só gozam dos seus direitos de cidadania por incompetência e cumplicidade de Procurador Geral, Hélder Pita Grós, que subverteu a verdade adulterando inquéritos traindo a justiça no seu papel decisivo. Até por isso deveriam submeter-se ao recato porque o seu protagonismo pode despertar a ideia que tanto custou a inverter, de uma Angola corrupta.

O mesmo acontece com a oposição, impera uma impunidade inadmissível, a UNITA está a esbanjar dinheiro, não só gastam milhões em permanente propaganda, constata-se ainda um visível crescente património dos seus dirigentes, há sinais evidentes exteriores de riqueza. Quem fiscaliza? Onde estão as contas? De onde vem o dinheiro? 

O espectro político da oposição em Angola é uma mentira, é uma fraude, não existe um programa alternativo, não conseguiram ainda uma identidade, estão cada vez mais dependentes de capitais especulativos que financiam metas obscuras que vão desde a exploração de recursos naturais à independência de Cabinda. 

Note-se a loucura e contradições por exemplo do monarca Mbundo,Lukamba “Miau” Gato: Propagou nas redes sociais uma foto com trajes coloridos africanos,sentado no trono de um reizinho da Walt Disney. O pai do Galo Negro, tribalista, racista, que odeia alíngua portuguesa, é francofono, tem coroa tradicional do Botsuana, e o bastão ancestral da Tazânia. É o ADN a emergir, é a traição à sua própria tribo, é um retrato de uma mentira que se estende a oposição que nada mais é do que uma guerra familiar em que se disputa a liderança da oligarquia déspota familiar, entre Lukamba “Miau” Gato e o seu subserviente, bacharel tirano psicopata intrujão, Adalberto Costa Júnior, contra Abel Epalanga Chivukuvuku, com apoio dos Chingunji e alguns outros Umbundos que se movem silenciosamente.

O pior cego é o que não quer ver, basta olhar para a democracia e a liberdade que existia antes de 2017, hoje Angola padece das dores da adaptação a essa mesma democracia e liberdade, abriram-se espaços, há quem pela suas inerentes incapacidades e inadaptação procure protagonismo na maledicência, crêem-se donos da verdade, é o preço do caminho a percorrer, por isto mesmo o Estado Democrático tem instrumentos de correção, há limites, a Ordem Pública não são só arruaças, também são excessos nas posturas e narrativas, assim se vai renovando com estabilidade o caminho que nos levará à Nova República.