Futebol, futebol, futebol: Nada!
Dinheiro, dinheiro, dinheiro: Sempre!
Liderança déspota, cumplicidades estranhas, cedências escandalosamente comprometedoras, seita mafiosa, indignidade futebolística, elites corruptas, podridão nauseabunda que compromete a essência do futebol dentro das quatro linhas.
O fundamentalismo inquisitorial que se vendeu, que se vergou perante a ditadura feroz anti-civilizacional do Qatar, onde nunca deveria realizar-se Mundial algum, deu lugar ao luxo e extravagância que foi o extremo da hipocrisia e uma punhalada fatal da festa popular em que o futebol se tornou rei.
Assistências imbecis endinheiradas, exposição de luxos com dinheiros suspeitos, mordomias, uma heresia de vendilhões do templo, incultos, analfabetos funcionais, que permitiram paulatinamente, tornar o futebol num circo de vaidades em que a matéria prima, o jogador de futebol, é usado até ao tutano a troco de dinheiro que levam maioria deles a candidatarem-se à depressão e miséria sem respaldo. Usou e jogou fora.
Depois da cedência vendida ao Qatar, a dançarina poderosa Gianni Infantino, tirou independência à FIFA submetendo-a aos caprichos de um louco como Donald Trump. A posição vergonhosa, escandalosa, brutal, própria de uma América burra e decadente, de não permitir no seu solo a Seleção Nacional do Irão, reveladora de um complexo de uma nação derrotada por civilização nobre a ancestral que o dinheiro e o poderio militar dos EUA e Israel, não conseguiram vergar com consequências desastrosas para a mundo.
Nas últimas horas, o melhor árbitro africano, Omar Artan, da Somália, já depois de estar nos Estados Unidos da América, foi deportado como um criminoso para Istambul, e proibido de participar no Mundial de Futebol 2026.
Não é só a fraqueza de Gianni Infantino, é cedência vergonhosa de todas as Seleções presentes neste Mundial de Futebol, de todos os árbitros nomeados, e tratando-se de um ato político, é uma vergonha, falta de carácter e verticalidade de todas as Nações presentes, ao não abandonarem de imediato a competição em solidariedade e exigência perante tal posição ignóbil que transformou, desde já, a competição num lodaçal.
Espanta-me, ainda, e tenho em mim maior gravidade, a omissão e submissão de todas as seleções africanas qualificadas, seria um momento de afirmação da sua dignidade e identidade, assentes em culturas milenares que os Estados Unidos não têm porque a dizimaram pela ganância e banditismo que caracteriza a triste história endinheirada americana.
Está-se a matar o futebol, por imposição de uma FIFA podre, destruíram Wembley, o berço do futebol, acabaram com o Maracanã, onde alegria do pés descalço de rádio de pilhas colado ao ouvido fazia uma festa autêntica soltando uma força magnética de amor, de lágrimas, de uma autenticidade que mataram, restou o Olímpico de Berlim expoente máximo do Nazismo derrotado pelo desporto vencedor, humilhado por um Negro, Jesse Owens, que nos levou até à Áfriva do Sul de Mandela, onde o futebol uniu uma Nação marcada pela violência do Apartheid, com a realização de um Mundial de Futebol de e para o Povo.
O medo cega, a covardia bloqueia, outras coisas mais impedem, de com engenho e perspicácia o referido árbitro somali, fosse colocado no México ou Canadá, e quiçá pudesse vir a apitar um jogo da seleção americana, mas faltam “tomates” a esta seita cobardola equilibrista pendurada no poder por umas teias em que uns são iguais aos outros.

