As proeminências figuras do Galo Negro tem datas para tudo, mas quanto mais datas são assinaladas mais revelam as contradições, incoenrências, e sobretudo falta de sentido de Estado e claro desrespeito a todas as instituições, não limitando fronteiras da política e responsabilidade num protocolo que define o respeito, ética, moral, e obediência a princípios que definem credibilidade e confiança.
Em cada uma das múltiplas datas assinaladas emergem um chorrilho de comunicados, hoje iguais aos de ontem, os de ontem iguais aos dos meses passados, e os dos meses passados iguais aos dos anos que se somaram. São canhões gastos com munições fora de prazo, desperdiçados pela imobilidade, os alvos são sempre os mesmos, são os da conveniência, da ansiedade frenética pelo Poder, que revelam invariavelmente a insanidade e vacuidade que vai contagiando os dirigentes da UNITA.
O já gasto, rejeitado, abortado, Pacto de Estabilidade, circulou de mão em mão, passeou-se por todos os meios de comunicação públicos, aos pedaços, nunca inteiro, fora um parto prematuro, inacabado, que só depois do simples taxista de Luanda e as zungueiras de Benguela apregoavam, é que o insano líder subserviente, bacharel tirano psicopata intrujão, Adalberto Costa Júnior, e o seu distinto professor e tutor, o déspota Lukamba “Miau” Gato, decidiram levar ao Senhor Presidente da República, que com conhecimento natural, educada e diplomaticamente, rejeitou.
Governar ou ambicionar governar exige critérios minimamente exigíveis, registar instabilidade e inconstância não podem constar do tirocínio, estes predicados são filtrados na trajetória, confiança, estabilidade, bom senso, são conquistas e posturas naturais que não se escondem indeterminadamente com narrativas ensaiadas e dependentes do humor pessoal, foi assim que Jonas Savimbi nunca conseguiu ser Poder em Angola, foi assim que foi traído pelos seus próprios homens de confiança: cansaram-se.
As Nações Unidas, a UNICEF, a OMS, a UE, a UA, são unânimes em reconhecer o desenvolvimento sustentável em crescendo sob a presidência de João Manuel Gonçalves Lourenço, eu próprio tive dúvidas, mas eu como homem da província do Huambo, residente em Benguela, com familiares e amigos por todo o sul de Angola, constatamos o crescimento, a vontade de apoiar programas pessoais e coletivos, apenas noto uma ainda insuficiente capacidade de quadros locais, uma lacuna muito grande em professores do ensino básico, o que prova o bom senso do Senhor Presidente da República em resistir à ideia das autarquias locais, seria um desastre nacional e um incentivo a instabilidades localizadas e contagiosas.
Com os pés bem assentes no chão, do alto dos meus 74 anos de idade, dedicados à minha Angola, desafio a UNITA ou o PRA-JA, provavelmente em disputa do segundo e terceiro partido no País, ou mesmo os dois coligados, a apresentarem publicamente a lista de governadores provinciais, candidatos às Câmaras municipais das capitais de província, ministros e secretários de Estado, sem recorrer ao subterfúgio gasto de acorrer à sociedade civil, que nenhum momento aderiu publicamente à UNITA ou ao PRA-JA.
São estas realidades que têm ser visíveis, transparentes, que podem dar dimensão a uma alternativa, não se pode passar do vedetismo das passarelas, das exibições públicas de dúbias conceptualizadas, para gabinetes de responsabilidade nacional, esse tempo já o tempo levou, estamos num tempo novo, estamos em democracia, liberdade e desenvolvimento, a consolidar uma Nova República.
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