O dinheiro e os interesses ultrapassam fronteiras ocultos em estratégias misteriosas, muitas vezes especulativas, fins inconfessáveis, mas com objetivos que acabam por falhar muitas vezes porque sendo ambíguos têm sempre uma moeda com duas faces.
Trabalho aturado na pesquisa, depois do acaso ter colocado a pista de forma obscura sobre a mesa, indica que a origem deste estratagema está numa agência, LPM Comunicação, a pedido de um grande escritório de advogados, que tinha entãoa incumbência do malogrado Fernando da Piedade Dias dos Santos (Nandô), mas que movia interesses de grupo, com escala e metas estabelecidas.
Perante o falecimento de (Nandô), surge com mais ênfase o simulacro da candidatura de Higino Carneiro à liderança do MPLA, que irá culminar com a incapacidade de preencher todas os requisitos à formalização, por hipotética interferência de João Lourenço e do SINSE de Fernando Miala, para dar origem a uma cena de vitimização.
Dados os interesses em jogo, como sempre especulativos e propensos à corrupção, a ideia é tentar favorecer a UNITA para chegar ao Poder, e em troca, a seita dos “marimbondos” teria garantida a impunidade e ficaria o caminho livre para Isabel dos Santos e a reintegração plena de Manuel Vicente, Dino e Álvaro Sobrinho.
Higino Carneiro deu-se ao papel pela relação estreita com a UNITA, embora após a morte de (Nandô) estivessem cogitados, também, os nomes de Bornito de Sousa e Dino Matrosse.
Note-se o silêncio do bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” de Quinjenje, e os elogios indiretos mas persistentes, do monarca Mbundo, reizinho Lukamba I (o lavrador), a todos quantos desafiam João Lourenço. Para a UNITA, alguém que se oponha ao Senhor Presidente da República, é um democrata desde o berço.
Atacar o MPLA para favorecer a UNITA, eis um desígnio lucrativo e passaporte para impunidade de qualquer prevaricador, mesmo o maior ladrão ou terrorista foragido, jogados para a calendas gregas estão os reais interesses do Povo angolano, como foi desde o dia 11 de Novembro de 1975 até 2017.
Além do mais, Higino Carneiro, sabe melhor que ninguém, que tem uma série de condicionalismos pessoais que o inibem de qualquer condição de representatividade do Estado além fronteiras, não vieram a público porque são pessoais, mas que o próprio sabe até onde pode ir, porque mesmo com impunidade, a dignidade do Estado impõe limites pessoais, e creio que ele sabe até onde pode ir.
É pena, muita pena mesmo, é desolador, assistirmos a posturas e narrativas de pessoas que tanto devem a Angola, ao seu Povo, e estejam hoje confinados por medo da culpa, e alinhem em estratagemas que denigrem ainda mais a herança revolucionária que um dia conquistaram. Em vez de auto excluídos da sociedade, poderiam ser os senadores de uma Nação em busca do futuro, deveriam ser a matriz do rumo que o Governo encetou para a mudança e consolidação da modernidade, erguendo uma fronteira com o passado, abrindo os horizontes de uma Nova República.
Estratégia de Lisboa

