Para poderem atingir João Lourenço e o MPLA, há uma pseudo elite político ativista, que persiste em agredir o Estado diminuindo as instituições. Há uma ressalva que provoca uma tolerância do Estado de Direito Democrático, a falta de noção de Estado da maioria dos protagonistas da vacuidade e ignorância dos autores psicopatas.
O Estado não está imune à crítica nem a reparações na sua permanente construção e evolução, por isso mesmo, do intelectual ao mais humilde dos cidadãos pode acrescentar um elo na sua corrente que busca harmonia na separação das várias vertentes que o compõem.
É absolutamente normal que o Estado tenha o rosto do MPLA, para o positivo e negativo, foi quem com todas as dificuldades colocou de pé o Estado de Angola, foi o MPLA que ultrapassou todos os constrangimentos e transformou fases conturbadas em consequências das divisões fratricidas, criou o multipartidarismo, deu um rosto de Reconciliação e Paz, de perdão e integração, até à instauração da Democracia através de eleições livres e democráticas.
Mas infelizmente o Estado tem sido sistematicamente agredido, sabotado, por dentro e por fora, por disputas e omissões, tendo como grande lacuna do Sistema que dá vida ao Regime, a Justiça. Ela foi minada na sua base, o Ministério Público, que esperamos possa ter um novo impulso que lhe confira capacidade e dignidade, com a substituição de Hélder Pita Groz, na Procuradoria Geral.
Há forças vivas que querem anarquia, tudo fazem para desvalorizar o Estado, a UNITA já foi reincidente no trazer o Parlamento para a rua, e infelizmente, tem sido na Assembleia Nacional que assistimos espetáculos degradantes da democracia, ferindo de credibilidade o Poder Legislativo.
Há também uma permanente instabilidade, embora aparente na realidade porque se tornou banal, a incapacidade da UNITA de ser leal na luta partidária, fazendo ruído com propostas impossíveis e exigências incompreensíveis, tudo para esconder a evidente fragilidade.
Agora temos um dilema que se adivinha numa tentativa de instabilidade interna no MPLA, a insistência sem uma base concreta de apoios exigidos estatutariamente, de Higino Carneiro, sabendo-se de antemão que é algo inviável perante os desafios atuais, seria um retrocesso para o MPLA e para a governação, com consequências de isolamento e o despertar o monstro titânico da corrupção.
Apunhalar o Estado é espetar um punhal em nós próprios, o Estado somos todos nós, mas quando se defende a anarquia e o impossível, é uma forma de agressão. Onde estão 100.000 quadros qualificados para implantar as autarquias dotadas das competência do Poder Autárquico? Só mentes alucinadas sem qualquer ideia da dimensão do ordenamento do território, Angola ainda não atingiu um desenvolvimento harmonioso para elencar prioridades de uma nova política administrativa, social, desenvolvimentista, e patrocinar investimentos na saúde, educação, já que temos constatado um avanço assinalável nas infraestruturas.
Temos, todavia, um desafio monumental que ultrapassa a capacidade do Estado, por diversos motivos e oportunismos, temos um País desequilibrado e inclinado, sem uma correção das assimetrias demográficas, privilegiar o campo para beneficiar a cidade é um conceito retrógrado, as exigências de produtividade, administração do território, é necessário uma descentralização populacional, promovendo o regresso de milhões de cidadãos refugiados na periferia da capital.
Governar é um estado permanente e desgastante, exigente na capacidade e determinado na concretização, o tempo tem um tempo para tudo, e o tempo da governação não se coaduna com o tempo da oposição. O Senhor Presidente da República é o escudo da estabilidade, da confiança, carrega na sua magistratura o peso da segurança e é o garante da defesa da democracia e liberdade.
São todos estes pressupostos que geram esperança na cidadania, e que com crença instalada na alma silenciosa, que com aplausos levar-nos-á à Nova República.