Luta de Titãs Foragidos

ByKuma

30 de Março, 2026

Esconderam-se no paradisíaco Dubai com medo da justiça, agora querem fugir do Dubai com medo da guerra.Porquê, pergunta o humilde cidadão angolano? Porque roubaram-lhe a esperança no passado, cercearam-lhe o presente, a semearam incerteza no futuro de duas gerações, saqueando em cadeia como marimbondos o Erário Público, sem contemplações.

O roubo foi tão grande que compraram tudo quanto para se fazerem de vítimas, mas o tempo que carrega às costas a realidade e a justiça que nos transcende, chegou e campeiam em arenas perdidas em ajustes de contas entre as ambições insaciáveis, no encontro de contas da desonestidade.

Manuel Vicente e Isabel dos Santos, alimentam na disputa da herança de José Eduardo dos Santos, escritórios de advogados que custam dezenas de milhões de euros, serviços de espionagem financeira. Manuel Vicente tem do seu lado, na segurança da sua presunção arrogante de vitimização, a SIC-Expresso, a TVI e CNN, a banca especulativa portuguesa, a DW, Rafael Marques e o PRA-JA de Abel Chivukuvuku, Isabel dos Santos tem a LUSA, a Média Livre, o Observador, os Grupos Amorim e Sonae, o BIC-Angola, a UNITA do líder subserviente, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” de Quinjenge, algum clero católico, Luaty Beirão, e a esmagadora gentalha da Rádio Essencial.

Os “marimbondos” estão divididos entre eles consoante as conveniências.João Lourenço e a sua equipa mais próxima, tem ainda de contar com oposição estratégica interna exercida silenciosamente pelo ex-PGR Hélder Pita Groz, do ex-presidente do TC, Juiz Ferreira, do ressabiado Zé Maria, e da associação malfeitora entre Kopelipa, Dino Matrosse, Higino Carneiro e Carolina Cerqueira.Neste jogo de caça ao tesouro, onde Manuel Vicente está em vantagem, segundo me confidenciou um dos advogados de Isabel dos Santos, estão em causa ativos elevadíssimos em Portugal, Banco do Vaticano, Ilhas Caimão e Singapura, na ordem dos 3 a 5 mil milhões de dólares.

O golpe de teatro com enredo de cumplicidade que fez tropeçar a justiça e devolveu os bens fraudulentos a Kopelipa, foi uma lança fatal na luta da recuperação de ativos do Estado e na credibilidade na segurança do investimento privado, simultaneamente, deu alento aos Processos ainda em curso contra os corruptos comprovados, porque pode gerar jurisprudência. Não é inocente o regresso de Manuel Vicente a Luanda, não é por acaso que está iminente a fuga de Isabel dos Santos do Dubai. 

São estas falhas que a democracia é frágil, a separação de Poderes é uma conquista e um pilar fundamental da liberdade. direitos e garantias dos cidadãos e das empresas, urge colmatar esta deficiência com o Parlamento a cumprir a sua nobre missão, é este o caminho que falta percorrer, é esta a esperança que se alicerça no caminho da Nova República.