Estrela Meteórica

ByKuma

28 de Março, 2026

A nova namoradinha na capoeira do Galo Negro, Irina Diniz, surge agora imbuída como paradigma da alma de Muangai, uma angelicalentrega ao primitivismo que colou a UNITA ao passado. Muangai foi inspirado na servidão colonial, numa hipotética luta de inspiração revolucionária, dando rosto à mentira que serviu como uma luva aos Poderes coloniais, português e belga.

Juntou-se às tropas de Moisés Tchombé, sediadas na base da Saurimo, aquartelaram-se no Luau, e ambos guardaram o maior ativo luso-belga, o Caminho de Ferro de Benguela, que escoou até 1974 o cobre do Katanga até ao Porto do Lobito, propriedade da Societé Generale,  e do Grupo Indo-Suez, que reverteria para Portugal em 1999.
Irina Diniz, a estrela cintilante de alma de Muangai, (quem diria), transformou-se rapidamente na crosta bolorenta prisioneira do passado. Note-se, o exemplo desse passado que contraria a postura de toda a estrutura da UNITA: Valorizar o campo, para beneficiar a cidade. A UNITA mobilizou os camponeses para a periferia da capital. Ora a inteligência, já com a sempre participação do monarca Mbundo, reizinho Lukamba Iº (o lavrador), veja-se a contradição com a côrte instalada em Luanda, com a influência do inteligente renovado Manuvakola.
Mas afinal quem ficou no campo agarrado à charrua e à enxada? Velhos, deficientes, cidadãos mais dependentes de justa solidariedade social do que trabalhos para a cidade. Onde estão os jovens, motor do desenvolvimento da sociedade? No campo? Não é isto a promoção de uma servidão voluntária, quando o abastecimento alimentar dos grandes centros urbanos exige, invariavelmente, uma agroindústria moderna, mecanizada, capaz de produções que possam gerar auto-suficiência.
Também realça com pose e oratória inflamada, tipo escritos do pai, o proscrito e ressabiado Raúl Diniz, a democracia da UNITA e Jonas Malheiro Savimbi. Qual democracia? A eternização dos donos do partido, a linha inquisitorial fundamentalista que tantos inocentes condenou? Com que provimento judicial Samuel Chiwale, confirmado pelo próprio, queimou a própria mãe? São estes os fundamentos de Muangai?
O que a UNITA ainda e nunca entendeu, que os cidadãos na sua silenciosa sabedoria sabem o peso das consequências na hora do Voto, e isso tem sido fatal e continuará a ser até que proceda a uma higienização do partido.
Governar não é aplaudir ye ye ye, nem apenas criticar lacunas de qualquer governo no mundo, a herança de uma Nação bebé, despida de quadros em todos os quadrantes, inexperiência governativa, em conflito interno que se arrastou por 25 anos, ainda assim, com todas as consequências e oportunismos fraudulentos, o MPLA pôs de pé um Estado a funcionar, com umas Forças Armadas patrióticas, com uma Administração Territorial funcional que garantiu até hoje, a integridade territorial e um razoável ordenamento do território. Há insuficiências, sobressaem pela liberdade de expressão garantida que dá permite a crítica e até a intriga, é o preço da democracia que tanto tem custado a consolidar.
Não podemos dar lugar aos aventureiros utópicos em delírio crónico, olhar em frente é o caminho, o preço de um retrocesso seria um encargo de décadas, estamos no bom caminho, nada fácil mas seguro, com esperança vamos conseguir chegar à Primavera florida da Nova República.