Os Tiques Sonoros Idiossincráticos

ByKuma

7 de Março, 2026

São tantos que me impede de citar nomes, é uma sinfonia monocórdica no palco hermético da loucura que aguarda terapia para adaptação à urbanidade. É uma idiossincrasia alucinante que provoca um desnorte que cruza o tempo numa severa visão retrógrada e imutável, que se tornou num obstáculo onde se atropelam eles próprios.
Andaram quase 8 anos a denegrir, insultar, insinuar o Senhor Presidente da República, pintaram na Cidade Alta um inquilino tirano e controlador, atacaram, desvalorizaram, retiraram dignidade à Justiça, fizeram do Parlamento uma arena de arruaças com comportamentos de uma boçalidade inenarrável. 
Pois bem, agora, em uníssono, à boa maneira dos tiranos ditadores e mentecaptos, anunciam como vencedores antecipados de eleições, ou talvez interiorizando uma forma obscura e clandestina de tomar o Poder (o que não é surpreendente), já proclamam perdões, amnistias, e reconciliação com os imaginários derrotados.
Perdoar quem?
Amnistiar quem?
Reconciliar-se com quem?
Perdoar Isabel dos dos Santos? Higino Carneiro? Nelson Gangsta?
Amnistiar os terroristas e separatistas de Cabinda?
Reconciliar os assassinos da Jamba e as suas vítimas colaterais?
Aniquilar o Poder Judicial e implantar a lei da selva?
Fazer da Assembleia Nacional uma fogueira inquisitorial? 
Fazer do Palácio Nacional da Cidade Alta, o salão onde facínoras insaciáveis se banqueteiam comendo guardanapos e limpando a boca aos bifes?
Caros cidadãos angolanos, a UNITA não é apenas um regresso ao passado, seria uma praga hedionda de retrocessos civilizacionais, era a certeza que privilégios étnicos que conduziriam para confrontos, teríamos uma dinâmica de ajustes de contas doutrinárias que nunca cessaram de ser incentivadas no Galo Negro.
O mais catastrófico seria a implementação anárquica e irresponsável das autarquias, conduzindo a Nação para assimetrias de toda a ordem, que custariam ao País anos de retrocesso e revoltas internas.
Ainda bem que esta remota hipótese está cada vez mais distante, estacionou no reino da ficção, o País real tem um Governo que não vacila no que interessa e está legitimado democraticamente para implementar, estabilidade, desenvolvimento, solidariedade, Ordem Pública, sem se intimidar com ruídos estéreis, e em liberdade levar-nos-á para o futuro com a Nova República.