Quem Controla a Desordem?

ByKuma

3 de Março, 2026

Em democracia as matrizes da instabilidade não se resumem a posturas a exibições subversivas, muito menos a ruídos que ecoam vazios, e em Angola tem-se revelado uma grande lacuna no controlo e regulação de circunstâncias factuais, que originam agressões que atentam contra a Ordem Pública, e, invariavelmente, provocam desequilíbrios e desigualdades.
Assistimos por parte da UNITA e das seus proeminentes dirigentes, sinais evidentes, públicos e herméticos clandestinos, de um despesismo em iniciativas repetidas, com pompa, viagens com todas as mordomias, avenças assumidas a milícias influenciadores e terroristas foragidos e exilados, e, sobretudo, a certeza de enriquecimento do seu líder e alguns que o rodeiam.

Ainda recentemente, o líder subserviente, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” de Quinjenge, movimentou somas volumosas de dólares, que passavam anteriormente pela Guiné Bissau, e agora vão para uma conta bancária em Malta, para onde convergem depósitos em notas oriundas do narcotráfico, e transferências de financiadores que vão desde marimbondos como Manuel Vicente, Álvaro Sobrinho, Isabel dos Santos, e outras origens desconhecidas.
Como aqui já referimos, o mesmo escritório de advogados portugueses que tratou da sua desnacionalização da cidadania lusa, já foi contactado pelo próprio, têm procuração para o efeito, para poder requerê-la de novo. Contactado por nós, o Instituto de Registos e Notariado de Portugal, informou-nos que seria um processo relativamente fácil visto ter direitos inalienáveis de cidadania, por laços de consanguinidade.
Mas o que aqui me traz hoje ao tema, nem sequer é o carnaval irrelevante hierarquizado pelo monarca Mbundo, reizinho Lukamba “Miau” Gato, com o duque “regedor renovado” “Manuvakola” e o “soba” Marcial”papagaio” Dachala, são os avultados sinais factuais de riqueza, de despesismo, sem que se prestem contas nem haja fiscalização exigente, provocando imparidades partidárias inadmissíveis.
Mais grave ainda é a possibilidade que todos esses fundos terem como objectivo primeiro, aprisionar o Galo Negro pela dependência, com o objectivo claro de um dia poderem aprisionar de novo o País.

A tolerância tem de ter limites, não é inocente o compromisso com os terroristas independentistas de Cabinda, nem a volatilidade de posições e parcerias impregnadas de contradições.
Aliás o tema de certas e convenientes impunidades será matéria para um próximo artigo, nos tais almoços de sábado, depois de consumidas umas garrafas de Cartuxa Reserva, até os serviçais escutam coisas absurdas, num certo quintal em Luanda, outras vezes em Benguela, as sobremesas leva o nosso PGR Pitta Groz, as lagostas trás o juiz Ferreira do Egito Praia, o general da Paz manda antecipadamente umas garoupas da Baía Farta e os cabritos e galinhas do Chongorói,são congelados na Catumbela para a viagem. À sexta garrafa começam a ficar todos valentes, depois são heróis, e terminam com as vitórias.
São estas vulnerabilidade que têm de acabar, é isto que obriga a uma higienização inadiável, acredito que que vá ser necessário músculo e determinação para manter o rumo da mudança, e é cada vez mais evidente que só poderá ser protagonizada pelo MPLA, de forma aveludada este desiderato terá o seu epílogo na Nova República.