É profundamente desolador constatar a presunção de conhecimento técnico de pseudo analistas de tudo, na terra e na lua,como tristemente hoje se verificou na Rádio Essencial, por parte de Helena Ferreira e Evaristo Mulaza. Claramente dependentes da avença, protagonizaram uma tremenda luta contra a possibilidade de uma Revisão Constitucional, numa expressão de subserviência a conveniências conhecidas.
Foi inglória a insistente explicação de Sérgio Raimundo, prevaleceu a ignorância e o interesse de quem está aprisionado com as correntes do passado. Mas o mais desconcertante, sobretudo Helena Ferreira, é a oscilação em curto espaço de tempo, hora movida por ventos do Norte, ora do Sul, talvez hipnotizada pelo midiatismo ou, talvez, pelo ego gerador da tal presunção.
Angola não precisa de Emendas à Constituição, a República de Angola necessita uma Nova Constituição, que define exigências de modernidade, que exija refundar a Administração do Estado e reforçar as Instituições.
A Constituição da República não pode estar prisioneira de uma pessoa, de um partido ou de um grupo de interesses, tem de definir um rumo que confira aos cidadãos Direitos, Liberdades e Garantias, e que elas sejam garantidas por instituições com autoridade moral, ética, probidade, plasmadas constitucionalmente.
A Constituição é algo muito sério para ser escrutinada por curiosos que opinam sobre tudo, publicamente tendenciosos, traídos pela sede de vingança e pelas suas frustrações, o facto de se assumirem como oposição permanente, não lhes inibe da responsabilidade pública, é notório o asco que semanalmente vomitam contra João Lourenço, sem se darem conta do ridículo das suas tristes intervenções.
Passam-se anos a dizer que está tudo mal, quando estão criadas todas as condições para a mudança, emerge a inveja por não poderem ser protagonistas dessa mudança, e a similitude com o líder subserviente da UNITA, brigadeiro de fisga, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, Adalberto Costa Júnior (Betinho de Quinjenge), é uma evidência identificadora de pombos correios.
João Manuel Gonçalves Lourenço, enquanto Presidente da República, é também uma vítima da atual Constituição, ela foi redigida para um presidente que quis fazer do País uma coutada unipessoal, onde invariavelmente desfrutaram familiares e amigos, a Nação angolana não pode ter memória curta, o Povo de Angola sabe, é fiel, por isso vota no MPLA, na segurança, na estabilidade, quem mudou foram os papagaios que pensavam mal de José Eduardo dos Santos, mas não podiam manifestar-se, e hoje debitam ódio a quem lhes deu esse direito em liberdade, sabem que só com maldade podem sair do anonimato onde os medíocres se acotovelam.
Mas indiferentes ao escárnio e maldizer, os cidadãos carregam todos os dias o progresso, sentem o desenvolvimento em cada pedaço do chão mesmo na lonjura, é com esses que Angola semeia novos amanhãs para cumprir a Sagrada Esperança, e ela está a caminho com a Nova República.

