Winston Churchill, desconcertante com a contra-informação, afirmou: “Enquanto a verdade veste as calças, a mentira dá três voltas ao mundo”. Não havia redes digitais de informação, os telefones eram muito pesados, as rádios propagavam em Onda Curta.
Mas há mentiras sem necessidade.
Hoje está em Paris o líder da UNITA, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho”, terá uma reunião com o cartel do narcotráfico e da Extrema Direita internacional, na sala de exposições do Palácio du Luxembourg, onde está sedeado o Senado Francês, que pode ser alugada a privados, normalmente para casamentos e festas empresariais. É um salão onde eu mesmo fiz uma conferência sobre História de África, e onde há exposições permanentes de arte de artistas iniciados em busca de reconhecimento.
Perante a fuga permanente do vazio que lhe é peculiar, o líder do Galo Negro anunciou com pompa e circunstância asua presença, sempre dá para enganar a banalidade. Mas não augura nada de bom para Angola, se é que importa para os Kwatchas, pois a colagem ao “putinismo” provoca um negativismo institucional na União Europeia e na NATO, reveladora da catástrofe que seria para Angola colidir com a equidistância e equilíbrio conseguido pelo Senhor Presidente da República, no País e na União Africana, reconhecida internacionalmente e com tão bons resultados nacionais.
Amanhã teremos fotos em escadarias e galerias depositárias de Arte Antiga, ou nos belos jardins do Palácio. Todavia, bem espremido, além da propaganda para alimentar o ego dos ditadorzinhos amputados de carisma e liderança, haverá um comunicado que traduzir-se-á numa mãos cheia de nada. Cálculo que iremos ouvir dizer que disse que João Lourenço quer um Terceiro Mandato, que não há democracia nem liberdade em Angola, e a novidade amplificada, com o patrocínio de Isabel e Tchizé dos Santos, que o MPLA tem se ser destruído internamente. É um fartote hilariante.
Faço aqui um apelo às autoridades da Inteligência e Controlo de Fronteiras, não seria caso virgem, mas na perspectiva materialista do setor militar do Galo Negro, Abílio Kamalta Numa, não espantaria que envoltos em promessas mirabolantes, possam mobilizar e enviar angolanos para a Rússia, pela rota de Adis Abeba-Sanaã-Sebastopol, onde africanos ingénuos têm sido “carne para canhão”. É um apelo grave, é uma percepção partilhada, o seguro morreu de velhice.
Cada vez mais evidente a derrocada interna da Oposição, e exigência acrescida pelo tempo na cidadania, cava cada vez mais um fosso entre a estabilidade e a dúvida, e é público e notório que a mudança na continuidade é a esperança que emerge nas conversas de rua, do boteco, nos supermercados, entre amigos.
O tempo também está a esgotar os nomes como isco na tentativa e encontrar eco, mas o anzol continua vazio, o resguardo e resiliência da liderança do Governo e do MPLA, contrasta com a feira ruidosa de vaidades e slogans gastos e desbotados, e mesmo a Oposição cada vez mais matizada, não atrai porque as nódoas mancham as pinturas.
O Governo pensa e faz, Angola pula e avança, a Nação está cada vez mais alicerçada pela miscigenação cultural, material e étnica, na diversidade na diferença valorizadas no bem comum. É este o caminho dos amanhãs sorridentes de confiança e esperança, no acreditar coletivo que nos conduzirá com a valorização do Homem Novo num Velho País, revigorado com uma Nova República.

