Ontem o nosso diretor, Anselmo Agostinho, terminou o seu editorial da seguinte maneira: “E há mais, mas fiquemos por aqui.”
Correu o País porque chegamos diariamente a milhares de leitores, atingiu o nervo nevrálgico das células agitadoras, fizeram transpor fronteiras com as suas partilhas, mas como sempre com interpretações precipitadas, erradas, e com narrativas insinuosas para que pudessem servir os seus intentos.
Em que momento, onde e quando, o General Fernando Garcia Miala, manifestou intenção de se candidatar à liderança do MPLA e, consequentemente, assumir uma candidatura a Presidente da República?
É claro que a Oposição andou recentemente a lançar nomes para a fogueira, mas Fernando Garcia Miala, padroniza a exigência colocada por João Lourenço. ´Tem competência comprovada, liderança imaculada, conhece o País e toda a sua diversidade, é e será sempre um fator imprescindível de estabilidade.
Claro que o “supra sumo mediático da UNITA”, a constitucionalista Mihaela Webba, tem uma interpretação diferente, mas a deputada do Galo Negro, a meu ver, vomita Constituição porque sofre de congestão de Diretos Penais e Administrativos, confundindo alhos com bugalhos. Ainda assim faz uma leitura política ao sabor da conveniência sobre os Direitos, Liberdades e Garantias dos cidadãos.
Não sei qual será o futuro do General Fernando Garcia Miala, nunca o vi nem ouvi, nem sequer a voz dele conheço, mas sei pelos seus pares, alguns oriundos da oposição, outros derivados de apreciações internacionais, de ser um homem rigoroso, inteligente e de formação superior, deduzo até, que face à derrota anunciada do bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho”, Fernando Miala seria sempre um fator de continuidade estabilidade democrática.
Aliás já temos as toupeiras a sair da toca, a abandonar o navio, a percepção de naufrágio já está a levar os camaleões como Francisco Viana e Marcolino Moco, e até Vítor Hugo Mendes, a aproximarem-se por motivos vários, ao MPLA. Bata branca ou encarnada é toda comestível, Maboque, mesmo parecendo igual, há o comestível e o venenoso.
Enquanto isso o País segue o seu rumo alheio a feitiços e cazumbis, e no Sapalalo da Cidade Alta, a governação não tem sossego, a Refinaria do Lobito mexe-se, a Fábrica de Alumínio na Barra do Dande já trabalha, as cirurgias hospitalares atingem níveis de eleição, as centralidades continuam a valorizar a cidadania atribuindo habitações condignas a milhares de cidadãos.
Cada coisa, dentro do possível, no seu tempo certo. A descrença na Oposição está paulatinamente metamorfoseando-se em crença e esperança, é o acreditar hoje no sorriso dos amanhãs, ninguém recupera o tempo perdido, já passou, por isso urge preparar o caminho para a Nova República

