O Esplendor da Demagogia

ByKuma

14 de Janeiro, 2026

São 50 anos de pontes destruídas, barragens sabotadas, ferrovias de extermínio, fogueiras da inquisição, uma oligarquia déspota familiar mascarada de Partido Político, idiossincrasias sem fronteiras, ódios disfarçados, alicerces da Umbundotocracia, com um rei no trono, e com o Bôbo da corte à solta.
Acordos sem destino mas impregnados de maldição, marcados com sangue no tempo, é uma Angola prisioneira de gritos calados, de vontades desencontradas em política desunida. Pelo nosso chão ocre empoeirado, por caminhos entre capim molhado com orvalho do cacimbo, houve e há gente que sofre e vai morrendo, há palavras que não se encontram e persistências que não se entendem, há gente que se odeia sem razão, muita gente de coração cansado.
Façamos das nossas mortes esperanças, cantemos de alegria para espantar a agonia, que bata no nosso peito um coração insatisfeito, para dar vida aos que tudo deram e não têm nada. Vamos Abrir alas à lucidez, jogar fora desatinos, com alma e determinação de cidadãos livres, de mãos dadas e em voz alta, vamos ser obreiros do nosso próprio destino.
Vamos silenciar a mentira, a intriga, no País desabrocham obras pela mão do homem novo que acredita, elas respondem pelo crescente contágio da saúde, da educação, do turismo, da transformação energética, na implantação digital, na mobilidade. Vamos despolitizar o modelo do funcionamento do Estado, fazer emergir a meritocracia, acreditar em quem dá a cara e não nos deixarmos iludir com promessas vãs.
Campeiam insinuações fora do espaço e do tempo, ardem nomes no lume brando invisível, amplifica-se a demagogia e a hipocrisia sem desavergonhada, a foto que hoje ilustra este meu escrito é exemplar no que retrata, o líder dependente da UNITA e simultaneamente da Oposição, o bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho”, rodeado de seguranças, cumprimentando com sorriso carnavalesco, uma Zungueira, uma jovem mãe amamentando o filho, uma criança, a bordo dum Kunkapata, a montagem perfeita da mentira que não para de minar a nossa terra.
Lukamba “Miau” Gato, foi buscar às profundezas do seu pensamento estrutural “Umbundotocrático”, a lançamento do ideal do Galo Negro, fragmentar o País e abrir campo ao fundamnentalismo islamâmico escondido num ateísmo de conveniência temporal. 
Ele assim escreveu:
“A África continua a viver com os efeitos mal resolvidos da Conferência de Berlim de 1884/1885, realizada sem africanos, mas com a África no centro das decisões. As fronteiras então impostas dividiram povos, separaram famílias e forçaram a convivência, dentro de um mesmo Estado, de grupos etno-linguísticos com histórias, identidades e referências distintas. Até hoje, muitos conflitos e tensões têm aí a sua origem.
A estas divisões juntam-se outras. As religiões introduzidas no continente tornaram-se, em vários contextos, factores de profunda diferenciação e até de confronto. A diversidade de culturas, tradições, usos e costumes dentro das fronteiras de um mesmo país que poderia ser apenas uma riqueza, transforma-se frequentemente num desafio à unidade nacional, sobretudo quando é instrumentalizada politicamente. As assimetrias regionais, as desigualdades sociais profundas e a estratificação das sociedades completam um quadro complexo e sensível.” 12/01/2026
Haverá possibilidade de convívio democráticodesta forma? Não!!! Acresce que o líder dos Kwatchas, que do vazio da sua nubívaga estrutura intelectual e política, persiste na cansativa narrativa que alimenta o seu temor, ou seja, a possibilidade de um Terceiro Mandato de João Manuel Gonçalves Lourenço.
Mas se o Senhor Presidente da República é assim tão odiado, os cidadãos estão fartos dele, porque razão provoca tanto medo na hora da manifestação popular legitimada pelo Voto secreto? Creio que o líder da UNITA, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho”, no segredo dos deuses votaria em João Lourenço, assim alimentaria a sua liderança oca e teria mais 5 anos de vitimização.
É hora que prestarmos atenção, não faltam intrusos e seus dependentes a somar discórdia, ninguém vai colocar em causa a Ordem Pública, a estrutura basilar de um Estado democrático está enraizada, tem instrumentos legais para que o País prossiga na marcha imparável do desenvolvimento, mesmo que haja tempestade há um guarda chuva capaz de nos levar com esperança para uma Nova República.