Galo ou Marimbondo?

ByKuma

3 de Janeiro, 2026

A idiossincrasia dos saqueadores é mais forte que as fronteiras partidárias, junta-se numa bolha equilibrada na busca do enriquecimento ilícito, para tal tanto serve a fraude no Erário Público como nos fundos especulativos selvagens, que de tão clandestinos como os roubos protagonizados pela “teia santista”, obriga a que os investimentos sejam feitos fora do País.
É o caso mais recente do líder da UNITA, bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ”Betinho”, que nas suas múltiplas viagens à África do Sul, à boa moda do riquismo santista, que confundem por conveniência própria, médicos com economistas, e engana-se nos endereços, em vez de consultórios ou clínicas, instalam-se em hotéis de luxo, dirigem-se a imobiliárias especializadas em mansões, e compram casas de luxo como a que acabou de ser adquirida pelo “Betinho” do Galo Negro, na África do Sul.
São estas a reuniões que obrigam a deslocações constantes às terras de Mandela, é a consciência a falar mais alto com a previsibilidade de ter de dar o salto depois da cobrança da servidão, e da escusa da nacionalidade portuguesa, embora tenha investido em Portugal, também, no imobiliário, nos últimos anos. É uma questão de branqueamento de capitais, a Europa está cada vez mais rigorosa.
É um fartote de coincidências que resultaram do silêncio oposicionista no consulado de José Eduardo dos Santos, haviam fundos perdidos no BPC e no BAI, disfarçados com empresas cronicamente deficitárias, Isaías Samakuva comprou casa para ele e para os filhos em Londres, Lukamba “Miau” Gato recebeu uma mansão na Rua Feliciano Castilho na Vila Alice, e comprou uma mansão de luxo em Joanesburgo, com mordomo, motorista e viatura na garagem, Adriano Sapiñala, Navita Ngolo, Liberty Chiyaca, Nélito Ekuikui, Rafael Savimbi, têm todos apartamento em Portugal.
Será que a incapacidade da UNITA em formar governo, assumir a gestão do Estado, impossibilidade de satisfazer compromissos assumidos nas suas dependências várias, levou conscientemente à razão de quererem eternizar-se na oposição? A postura, as narrativas, a fragmentação, a instabilidade transmitida factual e publicamente são sinais que geram incompatibilidades com os cidadãos, desconfiança dos agentes da sociedade civil, que mesmo com o ruído dos terroristas digitais, e dos avençados aqui e ali, terão a derrota desejada nas urnas, restando-lhes o lugar cómodo da oposição. 90% dos quadros do Galo Negro, tem como meta da sua ambição, o lugar de deputado na Assembleia Nacional, daí a total rejeição da partilha com a FPU.
Este cenário é mau para o País, dificulta a cultura de exigência, impossibilita Pactos de Regime, é uma ameaça constante ao Estado de Direito, é necessário e urgente a criação de um novo espectro político partidário, é necessário implementar instrumentos que viabilizem as transformações para o modernização, para que Angola rejuvenesça com uma Nova República.