Contrastes 

ByKuma

28 de Dezembro, 2025

Não basta criminalizar, é necessário diferenciar o vandalismo e a sabotagem, quem executa e quem manda, a previsibilidade localizada obriga aprofundar a origem e a motivação de crimes perpetrados contra o património público, e como efeitos colaterais colocando em causa a vida dos cidadãos.
A sabotagem das linhas de transporte de energia, já não é nova e não é obra de cidadãos isolados, obedece a critérios de conhecimento e logística, até pelas zonas afetadas em simultâneo, com aproveitamento político descarado, sobretudo no Huambo e Cuanza Sul.
O apedrejamento de viaturas  de transporte coletivo de passageiros, como aconteceu no Egito-Praia, província de Benguela, também já não é novidade, são resquícios de um grupo de sabotagem instalado no eixo Alto Catumbela-Lomaum- Monte Belo-Bocoio-Cangala, onde sempre se repetiram emboscadas com motivação política.
Mas se é verdade que as autoridades que tutelam a Segurança Pública têm de agir com maior profundidade, não é menos verdade que o País avança, é reconhecido pela realidade positiva, e não é indiferente ao mundo e aos investidores, o facto de haver avanços significativos na Saúde, realizando-se já cirurgias de alto risco com êxito, e executadas por profissionais angolanos.
No momento em que há um novo élan na exploração de petróleo e gás, com a rota do Atlântico cada vez mais importante, também o incremento das exportações de produtos agroalimentares, bem como outros recursos naturais, começam a dar um novo alento à economia, e a criar emprego de qualidade. 
Este cenário deriva das opções claras da governação, é o fruto da mudança implementada em 2017, reforçada em 2022, e que infelizmente tem vencido contratempos de quem não entende ou não quer entender. Mais importante é o facto da mudança de paradigma estar assente num desenvolvimento territorial diverso, transmitindo confiança aos cidadãos e reforçando a coesão enquanto Nação.
Está tudo feito? Não! Mas nunca em tempos de Independência se atingiu o estágio atual de equilíbrio, razão para acreditar que chegará a vez de colmatar o que falta fazer, sempre com a perspetiva voltada para o futuro. Resta-nos a nós, veículos de comunicação, valorizar o positivismo que reforça a dignidade da cidadania, desvalorizando os obstáculos que teimam cagamente dissociar-se dos cidadãos que carregam no dia a dia, o progresso valorizando o trabalho e dignificando a família, amparados por quem depositaram a confiança nos amanhãs do presente e do futuro.
E é para esse futuro que caminhamos, com esperança e um acreditar resiliente e uma confiança maturada que não se abala, que se repete a cada chamada, e que será os alicerces da inadiável Nova República.