A mínimo sinal de rebeldia que destoe das balizas rigorosas impostas pela nomenclatura, a corte déspota familiar reage impondo a sua autoridade, mais quando estão em jogo a um valoroso dissidente como Kawiki Sampaio, que teve de Nelito Ekuikui, uma homenagem póstuma sentida.
A UNITA racista, tribalista, separatista, comandada pelo monarca de Mbalundu, Lukamba “Miau” Gato, e comandada ficticiamente pelo bacharel tirano psicopata, mais que intrujão, ACJ “Betinho” e seus acólitos, não perdoam quem infringe a servidão, mas partem de um pressuposto totalmente errado e enganador, a cegueira consequente do resultado eleitoral do Galo Negro em 2022, decorreu de uma conjuntura que proporcionou um desvio estrutural do MPLA, o resultado não está ligado a nenhum político que possa tê-lo como seu patromónio político pessoal.
Há quem tenha notado desde o XIV Congresso da UNITA, e torna-se mais visível com o passar dos dias, que Nelito Ekuikui, a exemplo do seu parceiro falecido Kawiki Sampaio, um afastamento da atual liderança da UNITA, nota-se similitude nas Bases provinciais e municipais, e há hoje consciência na elite pensante do Galo Negro, fora das estruturas diretivas, que o Partido jamais repetirá os resultados de 2022. E quantos mais independentes integrarem as listas da UNITA, mais fragmentada irá apresentar-se ao eleitorado.
Sem ideologia e sem rumo, com postura linear e narrativas gastas e vazias, a UNITA assenta a sua ação em especulações, insinuações, tentando adivinhar as diretrizes do MPLA, para não ser surpreendida sem tempo de reação.
Há indicações com base em suposições partilhadas pela Oposição Parlamentar e interna no MPLA, que teremos um civil, quiçá feminino, como candidato do MPLA à Presidência da República.
A meu ver, na consolidação da democracia, com segurança e estabilidade, antes da Revisão Constitucional que opte pela eleição directa do Presidente da República, deverá ser um militar a ocupar o cargo, comandar e subordinar as Forças Armadas ao poder político, deve ser apenas legitimado por um presidente legitimado diretamente pelo Povo, livre e democraticamente.
Há consenso nacional, após o Cinquentenário, da necessidade de uma Revisão Constitucional, há mudanças estruturais fundamentais bloqueadas condicionando o desenvolvimento, mas, infelizmente, interesses pessoais mesquinhos assente em certezas sem certeza de nada, inibem as condições de viragem para a modernidade plasmadas nas virtualidades de uma Nova República.

