Não cedo a ameaças nem sou propenso a intrigas, não escondo a verdade e nem opino gratuitamente, e quando me refiro à UNITA é pela experiência vivida ou por via de contactos de amigos ilustres dentro do Galo Negro.
Todos na UNITA me conhecem e os mais velhos sabem da minha militância e do meu activismo político militar, mas nunca hipotequei a minha liberdade a troco de nada, assumo sempre as minhas responsabilidades.

A criação de um Grupo de deputados independente no Parlamento, descrito no meu artigo na Tribuna de Angola, advém de informação de um deputado eleito na Lista da UNITA e que é próximo de Abel Epalanga Chivukuvuku, o facto de vir agora reafirmar publicamente fidelidade ao Galo Negro, só vem mostrar que é um leitor assíduo da Tribuna, e teve necessidade em consequência da informação, de contrariar a revelação.

É hábito o desmentido quando a verdade dói, já não importa, o facto é que é indesmentível o conluio ACJ/Chivukuvuku porque une-os uma avidez de Poder, e uma concertação neocolonialista em Lisboa.

Alguma vez, publicamente, Abel Epalanga Chivukuvuku desistiu do PRA-JA, mesmo na clandestinidade? Claro que não, foi a calçadeira da fantasmagórica FPU e um acto de vil traição à CASA-CE, que ficou sem deputados depois de tantas manobras covardes e insinuações torpes.

A UNITA, ou o que restou dela, tem hoje a credibilidade na rua da amargura, vive na rua da saudade, e vai em procissão na rua da indigência a caminho do abismo. 
Podem desmentir como já desmentiram tantas verdades que magoaram, o futuro veste-se de realidade que trás à tona a verdade, e entre as incertezas dos sábios, vive a certeza de que ACJ/Chivukuvuku chegaram a fim da linha, as cicatrizes da derrota são imperdoáveis.

É certo que Chivukuvuku ganhou a luta interna dos inadaptados, arranjou emprego privilegiado para 17 familiares e amigos, a reboque da UNITA prisioneira da loucura e do ego de um ACJ papagaio falante.