Façamos um exercício simples, colemos todas as narrativas da UNITA/ACJ dos últimos dois anos, e vejamos o que o tempo, implacável na verdade e na razão, silenciou sem sofismas.

Vitórias antecipadas, agressões às instituições do Estado, insultos ao Presidente da República, retratos catastróficos do país, permanente instabilidade política, económica e social, negação da justiça, insinuações malévolas às Forças Armadas e de Segurança, banalização insultuosa das magistraturas, enfim, uma pejada de posturas que identificam a herança e o ADN beligerante e inadaptação que se arrasta do passado.

A ignorância e malvadez geram prepotência, e na matilha acantonada no SOVISMO é flagrante o analfabetismo político-jurisdicional, são soldados e sargentos auto-promovidos a generais e doutores, deslumbrados com a oportunidade da deslocação do mato para a cidade. É um mundo em que um bacharel é engenheiro, é brigadeiro reformado sem nunca ter dado um tiro ou pegado numa arma, que com o selo de marca registada ACJ, transporta as suas fantasias para a realidade.

As eleições que afinal nunca foram fraudulentas, não foram isentas para outorgar a vitória do MPLA e João Lourenço, mas já são um exercício limpo para ocupar 90 lugares na Assembleia Nacional. 

Os resultados não foram reais para que João Lourenço fosse investido na Presidência, boçalmente e sem vergonha nem se fizeram representar na investidura de Estado, mas hoje, lá está o tirano pateta a tomar posse como Conselheiro de Estado.

A permanente inadaptação e a crónica postura subversiva, revelam-se em pormenores dignos de derrotados e insignificantes, a discussão de lugares na Assembleia Nacional são o exemplo acabado de uma indigência acumulada, que necessita de ruído para sobreviver. Esperemos que a Maioria Absoluta do MPLA saiba exercer o mandato e não ceda a quem confunde Leis com Regimentos, porque a Lei é clara, o MPLA tem Maioria para governar sozinho, e tem a solidez de um Partido e não a fragilidade de uma Coligação.

Há uma satisfação que enche-nos de alegria, enquanto os abutres vegetam no lodaçal, há um país que se move na normalidade, nota-se intensidade na governação, progresso e desenvolvimento, crescimento produtivo, expectativas de grandes parcerias de investimento, e a crença e a esperança na postura de um Povo que acredita no seu amanhã. 

Há contradições prodigiosas, oxalá ACJ tenha vida longa e se arraste na liderança da UNITA, será a melhor garantia de que o MPLA terá mais uma vitória assegurada daqui a 5 anos.