Quem desconhece a própria história tende a repeti-la e a UNITA não é excepção.

 A imposição de Chivukuvuku como candidato à vice-presidência de Angola pelo Galo Negro evidencia a fragil memória colectiva da UNITA.

Confiar o segundo lugar da estrutura hierárquica da nação a um traidor crónico é fazer ao partido o mesmo que o próprio Chivukuvuku fez em 92 durante o conflito pós-eleitoral em que vendeu os seus correligionários.

Fazendo jus à própria história, Chivukuvuku trai novamente os correligionários e a pátria, relegando a terra-mãe para segundo plano, pois, está de malas feitas para Lisboa e Washington de onde pretende conduzir remotamente os destinos da nação de todos nós.

Este é o patriota que tantos exaltam? É por este patriotismo que os nacionalistas e fundadores doaram a própria vida?

Será Abel um reformista ou um marimbondo travestido num burguês pós-moderno?

A ambição desmedida de Abel gerou mais um nado morto, logo, os próximos dias se adivinharão mais intragáveis para o ganancioso Chivukuvuku porquanto a derrota da UNITA está mais iminente a cada dia.

Como um azar não vem só, os americanos cujas botas Chivukuvuku lustra com a própria língua manifestaram apoio à continuidade de João Lourenço através da afamada resolução dos senadores cujo conteúdo a UNITA tentou – fracassadamente – manipular.