A procissão vai no adro e já o andor se despedaça, não há milagres, está no ADN, o disfarce também se escangalha, o tirano alimenta-se de mentira, e em tempo de fome come até a própria sombra.

ACJ “Betinho” é um nubívago sem carácter e de dúbia personalidade, mira no espelho o seu “alter ego”, e como oportunista joga com as armas que lhe colocaram nas mãos. Não sendo uma sumidade política e comprovadamente revela-se uma nulidade estratégica, conseguiu chegar ao topo do Galo Negro pela via boçal e gentia do capataz Lukamba “Miau” Gato, a ele se associou para liquidar o arquirrival Isaías Samakuva, a ele entregou os trunfos com que agora é marginalizado.

Nada é novo, estes são os eternos desequilíbrios que persistem desde Muangai até à humilhação da derrota, Jonas Savimbi sabia com quem contava, mesmo assim não resistiu e teve de matar e mandar matar. 

A UNITA estaria extinta sem o suporte externo do terrorismo e do capitalismo selvagem, acrescentaram-lhe os marimbondos e ressabiados, e o Poder neocolonial está com ACJ “Bétinho”, Abel “Totozinho” Chivukuvuku e Eugénio “Regressado” Manuvakola, Lukamba “Miau” Gato é um valor residual em putrefação, um verme sobrevivente do Apartheid.

Com a UNITA em cacos, como aqui tantas vezes preconizamos, há cautelas que convém priorizar, os renegados Lukamba “Miau” Gato e Kamalata “Idiota” Numa, são dois implacáveis inquisidores, podem até surgir oportunisticamente como dissidentes dos kwatchas e insinuando colagem ao MPLA, mas têm meios e histórico, para colocar em causa a vida de ACJ “Bétinho” e fazer parecer obra do MPLA.

Vivem-se horas decisivas no SOVISMO, José Pedro Cachiungo, atualmente em Portugal, teme desfechos drásticos, os ânimos estão exaltados, juram-se vinganças, e a imprevisibilidade das consequências gera medo e pânico, mas insanamente ACJ “Bétinho” desfila o seu narcisismo e assume imperialmente a sua liderança, fazendo crer que ele mesmo, só, vale mais que a UNITA inteira.