Da subserviência colonial de Muangai, às conversas à volta da fogueira em Massive, na Ulha ou na Jamba, às reuniões da Vila Alice com a eminência parda do Partido, ao discurso do imperador de barro ACJ “Bétinho”, a UNITA é definitivamente um somatório de contradições insanáveis, uma seita retrógrada incapaz de abandonar a política ruralista e posicionar-se nas exigências de um tempo novo.

Os chavões programáticos explosivos, o sub-reptício apelo à indignação e revolta, a petulância da sistemática afronta à Lei, a agressão às Instituições e o insulto pessoal aos mais altos magistrados da Nação, caracterizam sem sofismas, o Galo Negro numa associação de terrorismo político.

1 – Não se pode falar da grandeza de Angola de Cabinda ao Cunene, do Atlântico a Nerriquinha, e subir para um palanque e tagarelar no separatismo das Lundas e de Cabinda. Só na cabeça do tribalista, racista e belicista Lukamba “Miau” Gato, possa mandar o seu porta-voz ACJ “Bétinho” exaltar tal blasfémia, cumprindo uma exigência da Igreja Católica, que quer dominar Cabinda, e absurdo ou não, Abel “Totozinho” Chivukuvuku estava em Roma ajoelhado ao Papa Francisco nas audiências semanais às quartas-feiras ao povo católico em geral, oferecendo ao Sumo Pontífice um quadro de Angola sem Cabinda. Em qualquer país moderno o separatismo é crime, em Angola não é exceção, e as fronteiras invioláveis, estão plasmadas na Carta da OUA desde a sua fundação, hoje UA, outorgada por Angola em momento em que a UNITA desafiava a integridade nacional.

2 – Apoiar o Campo para Beneficiar a Cidade. Mais um slogan perdido no tempo que mostra quanto a UNITA se perdeu no tempo, e continua amarrada à sua raiz camponesa, Angola tem em curso uma Reforma Agrária que consiste na valorização da terra e dignificação do homem. Os jovens necessitam de formação, conhecimento, não se lhes pode negar a modernidade, a ciência, e a agricultura de enxada e charrua já é pré-histórica, isso faz-se na horta de casa no quintal, o campo está industrializado, precisa de centralidades para atrair técnicos, investidores, aeroportos, portos, caminhos de ferro, enfim uma série de infraestruturas que urge implementar e restaurar em zonas do país onde a UNITA reduziu tudo a escombros. É normalíssimo que a UNITA/FPU apele à lavra, há um mundo que evoluiu, mas passou-lhes ao lado, a ignorância é perigosa, talvez por isso não consigam adaptar-se a um Processo Eleitoral livre e democrático, para os energúmenos kwatchas a campanha é uma guerra sem lei, até pensam que os generais da sanzala iriam substituir os das Forças Armadas de Angola, como se fosse uma organização política. Valha-nos Deus.

Nenhum país no mundo não tem carências na saúde, na educação, no emprego, no investimento, são generalidades que exigem permanente atenção, ninguém está imune a Pandemias, Guerras, Oscilações de Mercado, são flutuações constantes que derivam de acontecimentos terceiros, não se resolvem com generalidades apontando o dedo. Resolver como? Com quem?  A UNITA movimenta-se entre Viana e o Cazenga, Angola alarga-se no mundo pela estratégia e rumo imprimidos pelo Presidente João Lourenço, o país procura parcerias para o desenvolvimento, ACJ “Bétinho”, Lukamba “Miau” Gato, Abel “Totozinho” Chivukuvuku procuram sabotadores, e pagam a especialistas em informática para boicotar o Governo.

É esta triste realidade que mais uma vez sobressaiu da faladura do Cazenga, felizmente nem todos os kwatchas concordam com a agressão e muitos não toleram o analfabetismo político funcional, nos próximos dias assistiremos a dissidências de destaque, vai instalar-se a agressividade e o desespero, vão ser veladas ameaças para calar a indignação, mas os mais lúcidos já preveem a inevitável derrota.