Às vezes ficamos com dúvidas e pensamos, qual é a alimentação ideal para uma criança dos seis meses ao quinto ano de vida? o bebé ainda não está pronto para consumir alguns alimentos que vão influenciar o seu desenvolvimento. Por isso, deve-se introduzir gradualmente alguns alimentos em forma de papinhas, purés ou sopinhas. Uma outra solução, é ensiná-los a terem contacto com os alimentos, principalmente com as frutas e os legumes cozidos no vapor.

Dessa forma, ajudamos a sustentar o crescimento rápido do corpo e cérebro. Quando a alimentação natural e saudável não acontece, colocamos em risco o desenvolvimento cerebral, e as crianças ficam sujeitas a dificuldades de aprendizagem, baixa imunidade e ao aumento de infeções.

Uma boa estratégia nacional de comunicação para a promoção da saúde, educação e proteção das crianças em fase de crescimento seria a introdução de alimentos sazonais, da época de colheita e armazenamento.

É essencial para a criança comer um pouco de todos os grupos alimentares (excepto açúcares e produtos industrializados). A alimentação dos bebés não precisa ser muito restrita. Salvo os alimentos que são realmente prejudiciais ao organismo (açúcar refinado, industrializados e congelados, por exemplo), todos os grupos alimentares podem estar presentes na dieta do bebé. É muito importante que ele consuma um pouco de todos os nutrientes essenciais para o seu crescimento.

A alimentação deve começar por todos os grupos de alimentos. Vou dar alguns exemplos: cereais (arroz, mandioca, batata ou inhame), leguminosas (feijão, grão-de-bico, ervilha ou lentilha), carnes (carne de vaca, frango, ovo ou peixe), vegetais (alface, espinafre, couve), legumes (cenoura, chuchu, beterraba) e frutas (laranja, maçã, banana ou melancia). Procure introduzir primeiro alimentos salgados e depois as frutas como sobremesa.

Muitas pessoas têm o hábito de iniciar a alimentação do bebé com algumas frutas (banana, manga, maçã, entre outros.). No entanto, isso acaba por se revelar um erro, pois as frutas têm um sabor mais adocicado, ou seja, o bebé pode ficar com maus hábitos e, neste caso, até mesmo rejeitar alimentos salgados (legumes e vegetais). O correcto é começar com o almoço e oferecer a fruta como uma sobremesa ou lanche da tarde. A partir da aceitação da comida, a fruta até pode entrar como refeição da manhã.

É importante montar refeições com alimentos amassados, em forma de puré, assim o bebé consegue identificar melhor os sabores. De preferência, nunca passe os alimentos no liquidificador. Isso dificulta o aprendizado e retira o estímulo à mastigação, que é importante para o desenvolvimento oral, da saída dos dentes.

Além disso, é importante que você tenha cuidado na introdução de alimentos sólidos (em pedaços bem maiores) para que a criança não se engasgue. De acordo com os nutricionistas, esse processo de transição deve ser feito aos poucos e com bastante atenção dos pais.

Se a criança recebe tudo batido, ela não desenvolve esses reflexos e atrasa a saída dos dentes. Se ela recebe grandes pedaços, também não conseguirá mastigar e engolir, levando a ter estranhamento ou aversão ao alimento.

Para que a criança aprenda mais sobre os alimentos que consome, outra boa recomendação é permitir que ela entre em contacto directo com a comida; pegue os legumes com a mão, cheire, aperte, experimente até levá-los à boca.

Vale destacar que é importante ter paciência neste processo de introdução alimentar, é normal a criança brincar e fazer bagunça com a comida. Isso faz parte e, com o tempo, ela vai evoluir.

Sem cobranças e com muito carinho, ela irá, aos poucos, aprender a comer sozinha e a relacionar-se de forma saudável com os alimentos.