Esta é a primeira notícia de 2022. A inventada FPU já não existe, sucumbiu, antes de nascer, às ambições dos seus dirigentes e às suas próprias ilegalidades. Vazio programático, choque de personalidades e ilegalidades constantes afundaram este simulacro de coligação.

Abel Chivukuvuku deu o tiro de misericórdia quando anunciou que ia ser o candidato a Vice-Presidente. Todos aqueles que ele traiu na UNITA e ficaram aliviados com a sua saída para a CASA-CE, ficaram revoltados com este anúncio, que nem sequer fora discutido nos órgãos internos do partido. A ditadura de cariz fascista surge nas decisões da FPU e o descontentamento alastrou como fogo no capim.

Além do avanço de Abel, os choques de personalidade entre activistas e dirigentes da UNITA sucedem-se. Os activistas querem ser deputados e protagonismo. Os tradicionais dirigentes da UNITA nem querem ouvir falar deles, que encaram como oportunistas de última hora.

Sem quadros dirigentes, a FPU mostra-se incapaz de produzir um programa de governo. Apenas apela à revolta, inventa “casos” e vive no vazio das ideias e propostas.

Chegou-se ao ridículo de fazer circular o programa de Samakuva de 2017 a fingir que é o programa de 2022, tão grande é a falta de ideias e soluções para o país.

E como se isto não bastasse, cada apresentação da FPU é um crime de desobediência, uma vez que apresenta um partido não reconhecido pelo tribunal constitucional como parte integrante. O PRA-JÁ já viu os seus propósitos indeferidos e por isso não pode aparecer oficialmente. O Artigo 36.º da Lei dos Partidos Políticos é simples:  Aquele que dirigir um partido político depois de indeferido o respectivo pedido de inscrição é punido com a pena de prisão até seis meses e multa correspondente. É o que Chivukuvuku faz todas as vezes que se apresenta para uma conferência de imprensa da FPU.

Ilegal, com os dirigentes à bulha, sem uma única ideia. Isto é a FPU. Não existe já….