Não há paralelo recente em África, a Igreja Católica através de bispos, padres e missionárias, encetaram a partir da perspectiva da UNITA chegar ao Poder, uma postura agressiva ímpar contra o Governo e particularmente João Lourenço. Temos exemplos de religiosos no nosso tempo que se dedicaram a causas que transcendiam opções internas; Arcebispo Desmond Tutu, Madre Teresa de Calcutá, Monsenhor Josef Glemp, sempre deram à sua acção cunho planetário, por isso atingiram notoriedade global, não despertaram para lutas partidárias internas comprometedores de uma Organização Religiosa secular, que nunca deixou de ter responsabilidades em Angola.

Pelos seminários de Angola e protegidos por Ordens religiosas no mundo, temos no nosso país embaixadores fiéis amparados pela teia poderosa e secreta do Vaticano, Marcolino Moco, Paulo Kassoma, general José Maria, general Nunda, mais de metade dos Quadros da UNITA, inclusive Adalberto Costa Júnior.

O IOR – Instituto de Obras da Religião, vulgo Banco do Vaticano, um dos mais poderosos do mundo, onde repousam avultados fundos de José Eduardo dos Santos, Manuel Vicente, Lopo do Nascimento, Dino e Kopelipa, tem no seu portfólio mega investimentos na área petrolífera. É quem dirige o património edificado mundialmente pela Igreja Católica, sendo guardião das Concordatas Vaticano/Estados; assim talvez possamos dizer que não são inocentes estas investidas dos sacerdotes.

Foram Missões Católicas quem mais sofreram no terreno a primeira onda de fúria do Galo Negro, violações, destruições, isolamentos, expulsões. Quantos hospitais e escolas havia e foram destruídas pela UNITA? Quantos documentos foram incinerados para apagar a relação Estado Colonial/Unita/igreja sempre cooperantes?

Os activistas que proliferam no tóxico pantanoso da maledicência, chafurdam no escárnio e maldizer, é o apogeu da boçalidade e imbecilidade desfraldando patetice e idiotice, um analfabetismo político funcional que os faz pensar deuses em frente a uma câmara e um microfone, alimentam-se como abutres na desgraça que eles próprios semeiam.

Está ao rubro o desafio à autoridade do Estado, vão tentar a seguir à quadra natalícia, o ruído vai ser inicialmente maior do que a acção, a subversão vai dar lugar à sabotagem, a insegurança vai aumentar com o inflamar de actos isolados, já há no terreno mercenários (técnicos em informática e comunicações), adivinham-se tempos difíceis porque definitivamente o Galo Negro não quer eleições em 2022, mas quer o Poder.

Os delegados na diáspora presentes no Congresso, receberam instruções claras e meios para se movimentarem, para organizar manifestações em Lisboa, Paris, Londres e Bruxelas, repetindo até à exaustão dificuldades no recenseamento e falta de identidade da maioria dos angolanos em Angola. Estas são as palavras de ordem em terras de acolhimento.