A moca de Moco

ByTribuna

11 de Outubro, 2021

Diz-se que alguém tem uma moca quando sofre de um problema psicológico que o impede de se aperceber da realidade, depois de sofrer um choque. É o caso de Marcolino Moco, uma figura simpática, que ficou com uma moca desde que foi brutalmente afastado do poder por JES.

Agora quer ensaiar o papel de velho sábio, mas sem sucesso, pois não se percebe geralmente o que diz ou escreve.

A propósito do acórdão do TC, refere que pretende fazer uma análise jurídica, que não faz, deixando vir ao de cima as suas embirrações pessoais e confundindo o político com o jurídico.

Ele sabe, ou devia saber, que um acto nulo é invocável a todo o tempo, tenham passado dois anos ou dez anos. Sempre um acto nulo deverá ser avaliado pelo direito.

Também sabe, ou devia saber, que a ausência de juízes numa deliberação não significa nada. Nem que concordam, nem que discordam, apenas que não tiveram pernas para ir ao Tribunal. Os juízes que discordam vão à deliberação e votam contra, os que concordam, vão à deliberação e votam a favor. Os que não vão não contam, ou se os quisermos contar para efeitos políticos, a sua ausência significa que não têm qualquer oposição de fundo à deliberação proposta pelo juiz relator, caso contrário, teriam estado presentes para o dizer.

Moco pode continuar a falar, mas o que ele diz não interessa ou porque não se percebe ou porque mistura tudo.