Mesmo na perspectiva mais sombria há méritos assinaláveis, nos escombros há culpas da causa e do efeito, abalo ou má construção, mas poderá haver galhardia no salvamento.
Crucificou-se o autor da notícia, classificou-se de hedionda a notícia, até a verdade jornalística é comprada pelos mandantes, mas ninguém teve coragem de em acto de contrição valorizar o “furo” jornalístico da TV Zimbo a ser o primeiro órgão de comunicação a informar a verdade. 
Não há um gesto de regozijo, de lisonja, de reconhecimento sobre tanta coisa positiva que vai acontecendo dentro e fora de Angola que vai valorizando os angolanos. Anúncios de investimentos produtivos, feitos diplomáticos de reconhecido mérito internacional, produção agro-pecuária em alta, facilitação de Vistos com Portugal e o Espaço Shengen, recuperação do Fundo Soberano, restituição do corpo e permissão de um funeral digno a Jonas Malheiro Savimbi, tolerância democrática para com sucessivos desmandos da Ordem Pública e linguagem insultuosa para com Instituições do Estado.
João Lourenço tudo tem feito em silêncio, em contraste a UNITA/FPU rompem sistematicamente as fronteiras da decência, no espelho de casa, escondido atrás do ruído, estão os assassinados na Jamba, os torturados do Andulo, os escravizados do Bailundo e dos quintais de Luanda. 
Por acaso o inquisidor Fernando Miala é culpado deste somatório de mortes do Galo Negro que alimentaram o percurso imune à Justiça e jogados no esquecimento? Nada que seja para salvaguarda do Estado e protecção da verdade é aceite pela UNITA, a culpa é pesada e a realidade sabe cobrar na hora certa, este é o receio escondido na perene distração insultuosa habilmente orquestrada.
A tão propagada alienação dos juízes do Tribunal Constitucional ao Poder político não é um subterfúgio para ocultar a dependência da UNITA/FPU de José Eduardo dos Santos e dos fundos dos “marimbondos”?
A forma hábil como de imediato a “task force” adalbertista colocou um colete de forças a Isaías Samakuva sem que este se pronunciasse publicamente é demonstrativa do medo de confrontamento de contraditório em novo Congresso, é escabrosa a forma como foi rotulado de seguida José Pedro Katchiungo.
A forma de coligação FPU é o epílogo da aliança Zédu/Chivukuvuku, um constitucionalista renomado entende a Coligação enfermada constitucionalmente pela ausência de reconhecimento da existência legal do PRA-JÁ, o que uma vez formalizada pode tornar-se, também, inconstitucional. São estes tiques ditatoriais que ornamentam a Oposição, impunidade pessoal e colectiva, e liberdade de terra queimada, é isto que os angolanos vão ter confrontar na hora de votar, ou o regresso ao passado com a FPU, ou um olhar para o futuro no caminho trilhado pelo Governo.