Só os incautos, alienados e ignorantes vão no engodo, a publicação dos putativos governantes do Galo Negro é mais um episódio trágico-comédia assustador; nela está oculta a clandestinidade e oportunismo da sua liderança, isto quando começa a ficar claro o até aqui obscurecido desejo de derrube do governo.

Quando é evidente que a militância vacila, note-se a abrangência constitutiva de tal lista, todos os candidatos à liderança da UNITA constam nas intenções de ACJ, é a satisfação de clientelas para lançar na linha da frente a democracia despida de valores e princípios.

Kamalata Numa na Defesa é o frete do seu peso interno, bagagem para ministro não tem nem nunca teve, não acredito na politização e banalização das Forças Armadas.

Mihaela Weba na Justiça é um ataque de riso, a realidade de Angola no contexto das nações não pode ser colocada nas mãos levianas de uma propagandista que hoje é uma das vozes desestabilizadoras do Sistema Judicial angolano, além de não colher apoio interno maioritário.

Alcides Sakala aparece a caucionar o descrédito da vulnerabilidade da lista, mas para ocultar a periculosidade da clandestinidade reinante, evitaram os nomes certos ministeriáveis da golpada, o general Gato, Marcial Dachala, Eugénio Manuvakola, Liberty, Ékuikui, e Sapiñala, e outros dinossauros que começam a levantar a voz, sobretudo aqueles que não têm filhos na linha da frente.

Além de tudo isto há importantes omissos, o Organigrama governamental apresenta um Primeiro Ministro, o homem de José Eduardo dos Santos, Abel Chivukuvuku. Quem presidiria o Conselho de Ministros?

Isabel dos Santos e Tchizé dos Santos estão em compasso de espera, na agenda está o regresso a Angola com a UNITA no Poder, o general Zé Maria está credenciado pelo “marimbondo-mor” para negociar. Até ao Congresso do MPLA o dito cujo vai gerir o silêncio.

Rasgaram cartazes de JLO, denegriram vergonhosamente a viagem do Presidente da República às Nações Unidas, ridicularizaram a recepção do Conselheiro de Segurança dos Estados Unidos da América, desvalorizaram a interessante visita de JLO ao Museu da Escravatura, zumbaram na realização do encontro com investidores e com as maiores ONG’s do mundo a nível ambiental, tudo que no plano internacional valoriza Angola, mas que irrita a UNITA e ACJ com os seus complexos neocolonialistas.

Festejam golpes na Guiné Conakri onde um ditador está a executar sumariamente opositores, apoiam o separatismo na Lunda e em Cabinda, semeiam o medo, gritam pelos preços da cesta básica, mas afugentam o investimento e a criação de emprego com a sua permanente arrogância subversiva pelo Poder.

Para quando a lista das execuções se a UNITA for Poder? Ela existe e está minuciosamente elaborada, na da Vila Alice está à cabeça Fernando da Piedade Dias dos Santos (Nandô), a sua ação em 1992 coloca-o no topo da lista.

Haja coragem…!!!