Houve Mudanças ou Não?

ByKuma

11 de Julho, 2026

Quantas empresas fundaram ou compraram Isabel dos Santos e Tchizé dos Santos desde 2017?
Quantos hotéis, aviários, clubes desportivos, fundou Higino Carneiro depois de 2017?
Quantas fazendas, escritórios fantasmas, mansões em Portugal, adquiriu Hélder Vieira Dias (Kopelipa) depois de 2017?
Quantas herdades com criação de cavalos, investimentos em lazer montou Rui Falcão depois de 2017?
Quantas explorações de água mineral como a do Lépi, altamente deficitária, moderna, iniciou Paulo Kassoma depois de 2017?
Quantas empresas falidas de fachada, sociedades com a Edifer e Fortaleza, empresas caminhões, exploração de diamantes e ouro, ergueu Lukamba “Miau” Gato depois de 2017?
Por que deixou de interessar a liderança da UNITA a Isaías Samakuva depois de 2017?
Por que todas as proeminentes figuras da UNITA, ACJ “Betinho”, Nelito Ekuikui, Rafael Savimbi, Navita Ngolo, Adriano Sapiñala, Liberty Chiyaca, Lukamba “Miau” Gato, Arlete CHimbinda, Mihaela Webba, compraram casa no estrangeiro, Lisboa, Porto, Bruxelas e Joanesburgo, depois de 2019?
Por que fugiu de Portugal Álvaro Sobrinho, deixando para trás investimentos de milhões de dólares perdidos em aventuras como investimentos no Sporting Clube de Portugal e apartamentos de luxo no Estoril, pagos com o dinheiro do falido BESA?
Por uma razão evidente, João Manuel Gonçalves Lourenço, determinado fechou a torneira da Cidade Alta, da Sonangol e do BPC; a mama secou, e o País mudou.

Talvez agora, só agora, muita gente com mentes alienadas tenha percebido o porquê do Senhor Presidente da República, a seu tempo, tivesse necessidade de assumir a liderança do MPLA, sem ela não podia avançar para a mudança, e hoje com honestidade constata-se que o País mudou.
Já mudou tudo que tinha de mudar? Não! Sejamos pragmáticos, um Estado com vícios instalados, com gente vulnerável e incapaz, demora a metamorfosear-se, faltam quadros qualificados, a formação é lenta e gradual, é necessário um funcionalismo capaz para desburocratizar o Estado em todas as suas dimensões, é obrigatório dotar o Parlamento de gente capaz de legislar de forma isenta e patriótica, mas o grande desafio para o desenvolvimento equitativo territorial, exige, também, quadros locais capazes de executar tarefas sem que hajam privilégios prioritários que têm sido uma praga nacional.
O passado passou, custou demasiado caro à Nação, a justiça encarregar-se-á de julgar os prevaricadores, é hoje, no presente, que temos de planear o futuro e saber o que ele nos obriga, Angola não viver novos recomeços, em 2027 temos de seguir o rumo da mudança segura, tranquila, vivemos tempos de muita asneira e irresponsabilidade da Oposição, Angola é para eles terra queimada, é um palco de aventuras, a democracia e liberdade dá-lhes espaço para isso, mas com os pés bem assentes no nosso chão, vamos caminhar rumo ao futuro, vamos assegurar a continuidade para que consigamos a Nova República.