Em tertúlia animada e prolongada, junto ao mar como auscultadores do que vai para do horizonte sobre o nosso torrão, e por vários meios e gente de todos os quadrantes políticos e outros sem quadrante nenhum, verificamos unidos pela a amizade que vivemos um tempo que só se fala mal de Angola no nosso País.
A própria comunicação social do Estado, tantas vezes acusada de estar ao serviço exclusivo do Governo, não consegue transmitir o positivismo que perspectivam internacionalmente, não há na cidadania a percepção do que está a fazer-se da educação saúde, na agropecuária, na transição digital, na adaptação da economia ao mercado global, mas, sobretudo, nas infraestruturas com avanços consideráveis geradoras de confiança que desbloquearam quase mil milhões de dólares para o Corredor do Lobito.
Viajando no tempo e na minha convicção de João Manuel Gonçalves Lourenço, ter iniciado em 2017 uma transformação radical transversal a todo o Estado e com consequências positivas para o investimento privado, nacional e estrangeiro, que o Povo ratificou com Maioria em 2022, e teremos a concretização dessa mudança com o pragmatismo do Senhor Presidente da República em 2027, com uma Maioria capaz de tornar a Constituição da República num instrumento da modernidade consolidada.
A República da Fundação, a Primeira, de Agostinho Neto, sofreu as consequências das divisões de outras vidas ceifadas pelo caminho da Libertação, havia uma ala nacionalista e patriótica, e outra belicista e ao serviço do KGB soviético, está documentado, Agostinho Neto em entrevista à revista brasileira VEJA, manifestou a sua impotência e previu o seu fim. Não demorou mais de uma ano, foi a Moscovo e regressou num caixão, e Lúcio Lara abriu caminho a José Eduardo dos Santos, já Viriato da Cruz tinha ficado também pelo caminho.
Dá-se então início à Segunda República, a dos jogos que consolidaram José Eduardo dos Santos, fortaleceu-se a corrupção como a instituição mais organizada do País, e mascarou-se em 1982 com um pluripartidarismo em que a política deu lugar ao Poder Militar. Saqueou-se o Estado em tempo de vacas gordas, encenaram obras à custa de endividamento, trilhando caminhos sinuosos e desastrosos até 2017, que por falta de uma alternativa crónica no espectro político nacional, a mudança tinha de dar-se dentro do MPLA, o que levou João Manuel Gonçalves Lourenço, astuto e estratégico, a desempenhar em Angola o papel de de Mikhail Gorbatchov com a Glasnost e a Perestroika, fê-lo na União Soviética.
Só que aqui está o busílis da ameaça que paira sobre Angola, temos uma oposição frágil e descredibilizada, racista, tribalista e isolacionista, que na perspectiva cada vez mais evidente de uma mais uma derrota anunciada, empurra o candidato a candidato à liderança do MPLA Higino Carneiro, que representa o passado, o retrocesso, a corrupção, como Vladimir Putin fez regressar catastroficamente a Rússia libertada ao espectro de uma reedição da União Soviética.
O que está em jogo não é coisa pouca, temos de estar atentos, vigilantes, temos democracia, liberdade, temos de contagiar a esperança, Angola somos todos, o Estado é uma construção inacabada, multiplicam-se gerações que têm sempre um tijolo a acrescentar e muitos outros a preservar, não pergunte ao Estado o que pode fazer por si, pergunte o que você pode fazer por Ele, o Estado somos todos nós, é o que escolhermos, É necessário que o façamos em liberdade e partilha, isso já conseguimos, vamos concretizar na Nova República.

