Para os maldizentes que vivem a zombar, a caçoar ou a ridicularizar a justiça angolana, mostrando permanente desprezo ou menosprezo pelas instituições do Estado da República de Angola, o desfecho previsto no Processo Judicial que opunha Isabel dos Santos e dois bancos portugueses, anunciou-se logo previsível: basta ter acesso a escritórios de advogados que custam fortunas loucas, e à boa maneira portuguesa, havendo dinheiro, fica tudo em águas de bacalhau. Há demasiados anticorpos e rabos entalados acumulados, todo o pobre tem culpa, todo o rico tem razão.
Quando Isabel dos Santos, sacou da cesta os ovos de ouro, contratou para defender os seus dossiês Jorge Brito Teixeira, ex-sócio do escritório de advogados PLMJ, logo estava traçado o desfecho do conflito, nem que haja necessidade de mudar de juiz.
Foi assim com o ex-primeiro ministro corrupto José Pinto de Sousa Sócrates, que para encobrir milhões, arranjou uma mão milionária que lhe deixou uma herança, acrescentou um primo rico em Benguela – Angola, que lhe emprestava dinheiro, e encontrou um empresário, o elo mais fraco, que entrou no bolo e apanhou a parte do veneno. Sócrates vive prisioneiro numa vivenda na Praia da Ericeira, e para apanhar ar fresco viaja para visitar o amigo Lula da Silva no Brasil, porque o outro amigo, Nicolas Maduro, que lhe proporcionava exotismo luxuoso nas Ilhas Margaridas, está na prisão a ver o sol aos quadradinhos.
Outro ladrão que está camuflado com Alzheimer, Ricardo Espírito Santo Salgado, que chefiou a maior rede de corrupção dos últimos 100 anos em Portugal, vai em 10.000 milhões de euros, vive numa das mansões mais caras de Portugal, passeia-se pela Riviera Italiana, pela Côte d’Azur Francesa, e brinda em jantares de gala em Lausanne, na Suíça. Quando o advogado Proença de Carvalho, iniciou a sua defesa, adivinhava-se ferrugem e bolor até que a opinião pública esquecesse o escândalo e as suas cumplicidades.
Quando ontem fui surpreendido com as atoardas festivas da foragida auto-exilada no Dubai, Isabel dos ovos de ouro, na minha solidão ruidosa do meu leito hospitalar, pela janela olhei o horizonte, e acreditem, dei uma gargalhada que causou pânico nos prestadores de saúde tão atentos. Será que Isabel dos Santos, a empresária superdotada, multiplicadora dos milagres que lhe facultam ainda hoje uma fortuna caudalosa, não tem capacidade intelectual ou discernimento para vir a público ensaiar um número de comédia que tentava incutir no alheio a sua presunção de inocente?
Claro que foi mais uma tentativa de apunhalar o processo evolutivo de luta contra a corrupção encetada pelo Senhor Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, é um pelotão onde ela não está só, a reação dela é de um coletivo que tenta emergir com Higino Carneiro e com a parceria de parte da UNITA liderada pelo líder deprimido, bacharel tirano psicopata intrujão, Adalberto Costa Júnior “Betinho”.
Nada é inocente, tudo tem uma raiz, a Negritude do senegalês Leopold Sedar Senghor, está a ser subtraída paulatinamente por um tentativa de apoderamento da mestiçagem em Angola, não é racismo, mas é um desígnio inadiável e inabalável identificadora da identidade e dignidade da cidadania angolana e da herança insubstituível de África ancestral que se manifesta em cada detalhe, que por humildade e um complexo de inferioridade cravado em 500 anos de domínio europeu, temos de reagir e seguir um rumo, um caminho de posse e de autoridade, sim, sim, aberta com um abraço fraterno ao mundo e a todos, sem hipotecar as nossas raízes até ao fim do caminho da eternidade.
É isto que está em jogo num campo minado, é isto que em cada momento de expressão coletiva temos de apostar, com pragmatismo, é esta determinação silenciosa que será decidida em 2027, e o começo, a responsabilidade, sem vacilos nem hesitações, vai decidir-se no próximo Congresso do MPLA em Dezembro de 2026, é a hora de consolidar a probidade pública, a democracia, a liberdade, e renovar a esperança na Nova República
