A recente viagem do caixeiro viajante vendedor de desgraças apresentando-se como salvador, com fotos no gabinete da extrema direita racista ve xenófoba, e no hall de entrada do Parlamento Europeu em Bruxelas, teve como resposta uma publicação do departamento estratégico encarregue da política externa da União Europeia, o Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE). Sediado em Bruxelas, funciona como o corpo diplomático da UE e é liderado pelo Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.
O SEAE gere as relações diplomáticas com países terceiros e conduz a Política Externa e de Segurança Comum (PESC). A sua estrutura interna organiza-se em vários departamentos fundamentais, divididos por regiões (África, Ásia, Américas, Médio Oriente, Balcãs Ocidentais e países limítrofes orientais).
Ignorando completamente a UNITA e a sua visão catastrofista delineada pelo ditador fundamentalista Lukamba “Miau” Gato e proclamada pelo seu fantoche subserviente, bacharel tirano psicopata intrujão, Adalberto Costa Júnior “Betinho”, que com a depressão diagnosticada já coloca a nova esposa a recitar versos antigos e gastos (o que diriam se João Lourenço colocasse a Primeira Dama a discursar), em reunião da Comissão com investidores em Cracóvia, na Polónia, Angola foi um dos temas abordados.
O Amanhã Verde de Angola: A Força Silenciosa que Ilumina o Corredor do Lobito
Sob a vastidão dos céus africanos, Angola escreve um novo capítulo da sua história económica e ambiental. Conhecida historicamente pelas suas riquezas no subsolo, a nação ergue-se hoje como uma superpotência emergente de energia limpa, gerando capacidade renovável muito acima das suas necessidades internas imediatas. Esta abundância verde, impulsionada por imensos recursos hídricos, sol generoso e investimentos pioneiros em parques fotovoltaicos e hídricos, transformou o país num farol de sustentabilidade na África Austral.
A Alquimia da Transição Energética
O excedente energético angolano não é apenas um número técnico, é o motor de uma transformação estrutural. Ao canalizar o potencial das suas fontes limpas para eletrificar comunidades e alimentar o tecido industrial, Angola demonstra que o crescimento económico pode caminhar de mãos dadas com a descarbonização. Parques solares de vanguarda e infraestruturas hídricas robustas garantem que o país produza mais do que consome, criando as bases perfeitas para a transição para uma economia verde de alto valor acrescentado.
O Corredor do Lobito: A Artéria do Futuro
É neste cenário de abundância que o Corredor do Lobito assume um papel geopolítico e geoeconómico decisivo. Mais do que uma simples linha ferroviária que liga o interior rico em minerais críticos ao Oceano Atlântico, este corredor estratégico é o eixo onde a ambição africana e a estratégia europeia (nomeadamente através da iniciativa Global Gateway) se encontram.
A Europa, empenhada em assegurar cadeias de abastecimento seguras e limpas para a transição digital e ecológica, encontra em Angola o parceiro ideal. O porto e as infraestruturas do Lobito deixam de ser apenas pontos de escoamento para se tornarem plataformas logísticas sustentáveis, alimentadas pela energia limpa que brota do próprio território angolano.
Potencial de Investimento e Visão de Futuro
As portas estão abertas para investidores globais que reconhecem nesta simbiose uma oportunidade sem precedentes:
Exportação de Energia e Valor: A perspectiva de exportar excedentes energéticos e derivados verdes posiciona Angola num patamar cimeiro no comércio internacional do futuro.
Sinergias Regionais: A integração com países vizinhos através do Corredor do Lobito estimula o desenvolvimento industrial transfronteiriço.
Desenvolvimento Humano: O fluxo de investimentos europeus traduz-se em formação técnica local, empregos qualificados e modernização das redes de distribuição.
Angola prova, assim, que o seu futuro verde é vasto, competitivo e indissociável da rota que liga o coração de África aos mercados globais.
É contra esta realidade insofismável que o Galo Negro perde toda a sua credibilidade, amarrada ao passado apelando a um africanismo ancestral que viveu em guerras tribais permanentes, marginalizada pela fatia da sociedade mais esclarecida, apela desesperada a um ruralismo que é afinal a sua matriz. Confundir História e Cultura com dinâmicas inadiáveis onde assentam o progresso e o bem estar da cidadania, é esconder a fragilidade e a vacuidade geradora de uma impotência que não augura futuro promissor.
É cada vez maior a responsabilidade do MPLA e de João Manuel Gonçalves Lourenço, é imperativo nacional que a viragem iniciada em 2017 e reforçada em 2022, não se torna vulnerável a impulsos aventureiros retrógrados, o investimento transformador exige confiança, estabilidade, segurança, capacidade de resposta das infraestruturas, é uma longa marcha desafiadora do futuro, e em 2027 a mudança tem de ser concretizada em democracia e liberdade com a Nova República.

